Overview – 17.04.25

PRINCIPAIS DESTAQUES
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$ 2,67 bilhões até 11 de abril, diz BC;
Governo aponta risco de faltar dinheiro para honrar despesas do Orçamento de 2027;
IGP-10 cai 0,22% em abril;
Produção industrial dos EUA recua 0,3% em março;
BCE reduz juros e alerta para aumento de incertezas em meio a tarifaço;
PIB da China cresce 5,4% no 1º trimestre, mas tensões com os EUA preocupam.

UM OLHO NO BRASIL

Brasil tem fluxo cambial positivo de US$ 2,67 bilhões até 11 de abril, diz BC. O Brasil registrou fluxo cambial positivo de US$ 2,669 bilhões até 11 de abril, segundo dados preliminares do Banco Central divulgados nesta quarta-feira (16). O saldo foi impulsionado pelo canal comercial, com superávit de US$ 4,705 bilhões. Pelo canal financeiro, no entanto, houve saídas líquidas de US$ 2,036 bilhões no mesmo período. Já entre os dias 7 e 11 de abril, o fluxo cambial total foi negativo em US$ 236 milhões. No acumulado do ano, o país tem déficit de US$ 13,264 bilhões.

Petrobras reduzirá preço do diesel em 3,4% nas refinarias a partir de sexta-feira. A Petrobras anunciou que reduzirá o preço médio do diesel vendido nas refinarias em 3,4%, para R$ 3,43 por litro, a partir de sexta-feira (16). A queda de R$ 0,12 por litro é o segundo corte no mês e segue a recente queda nos preços do petróleo Brent, que recuaram de US$ 75 para US$ 65 desde 2 de abril, impulsionados por temores de uma recessão global devido à guerra comercial de Donald Trump. Antes disso, em 1º de abril, a Petrobras já havia reduzido o preço do diesel em 4,6%, o primeiro ajuste desde dezembro de 2023. O Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido internamente. No entanto, o repasse desse corte para os consumidores finais nos postos depende de fatores como margens de distribuidores e revendedores, impostos e mistura de biodiesel.

Governo aponta risco de faltar dinheiro para honrar despesas do Orçamento de 2027. Ao enviar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 ao Congresso Nacional nesta terça-feira (15), o Governo Federal alertou para um possível colapso nas contas públicas em 2027, caso medidas não sejam adotadas. O cenário apresentado pela equipe econômica indica que, apesar do pacote de corte de gastos aprovado no ano passado, o governo não terá recursos suficientes para sustentar investimentos e manter a máquina pública funcionando a partir de 2027. As despesas obrigatórias devem somar R$ 2,29 trilhões em 2026, aumentar para R$ 2,53 trilhões em 2027 e chegar a quase R$ 3 trilhões em 2029. A Lei de Diretrizes Orçamentárias também oficializa a meta de superávit de 0,25% do PIB, com a possibilidade de um superávit de até 0,5%. O anúncio ocorre após a exclusão das dívidas judiciais (precatórios) da revisão de gastos do governo.

IGP-10 cai 0,22% em abril. O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou queda de 0,22% em abril, após avanço de 0,04% em março, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgados nesta terça-feira (15). Com isso, o índice acumula alta de 1,22% no ano e de 8,71% nos últimos 12 meses. A queda mensal foi mais intensa do que a expectativa dos analistas, que previam variação de -0,20%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,47%, aprofundando o recuo de 0,26% de março. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,42%, desacelerando frente ao avanço de 1,03% de março. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,45%, após 0,43% no mês anterior.

OUTRO NO MUNDO

Vendas no varejo dos EUA sobem 1,4% em março. As vendas no varejo dos EUA cresceram 1,4% em março, segundo o Departamento de Comércio, superando a alta de 0,2% em fevereiro e a expectativa de 1,3% dos analistas. Excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação, o avanço foi de 0,4%, após uma revisão para cima de 1,3% em fevereiro. O resultado foi impulsionado por compras de veículos, diante da possibilidade de novas tarifas. Mesmo com o aumento, as incertezas econômicas têm limitado os gastos discricionários, especialmente em serviços, motor da economia. A confiança do consumidor segue perto das mínimas em três anos, e as expectativas de inflação para 12 meses são as maiores desde 1981.

Produção industrial dos EUA recua 0,3% em março. A produção industrial dos Estados Unidos caiu 0,3% em março, após alta de 0,8% em fevereiro, segundo o Federal Reserve. O resultado ficou abaixo da expectativa de recuo de 0,1%. Na comparação com março de 2024, houve alta de 5,5%. A queda no mês foi puxada pelo recuo de 5,8% no índice de serviços públicos, enquanto a atividade manufatureira e o setor de mineração avançaram 0,3%. A utilização da capacidade industrial caiu para 77,8% ante 78,2% no mês anterior.

BCE reduz juros e alerta para aumento de incertezas em meio a tarifaço. O Banco Central Europeu (BCE) reduziu sua taxa básica de juros de 2,5% para 2,25% nesta quinta-feira (17), marcando o sétimo corte consecutivo em meio a preocupações com o impacto das políticas comerciais dos EUA. Responsável por definir o custo dos empréstimos nos 20 países que usam o euro, o BCE já vinha sinalizando a medida, amplamente esperada pelo mercado. Em comunicado, afirmou que, embora a zona do euro tenha desenvolvido “resiliência contra choques globais”, a “perspectiva de crescimento se deteriorou devido ao aumento das tensões comerciais”. E completou: “Esses fatores podem pesar ainda mais sobre as perspectivas econômicas para a zona do euro.”

Produção industrial da zona do euro cresce 1,1% em fevereiro. A produção industrial da zona do euro subiu 1,1% em fevereiro na comparação com janeiro, segundo a Eurostat, superando a expectativa de alta de 0,7%. Na base anual, o avanço foi de 1,2%, contrariando a previsão de queda de 0,9%. A Eurostat também revisou os dados de janeiro, com crescimento mensal ajustado para 0,6% e recuo anual de 0,5%.

Inflação da zona do euro desacelera a 2,2% em março. A inflação anual ao consumidor da zona do euro caiu para 2,2% em março, ante 2,3% em fevereiro, informou a Eurostat nesta quarta-feira (16). O dado confirmou a estimativa preliminar e veio em linha com as projeções do mercado. Na comparação mensal, a inflação subiu 0,6%, como esperado. Já o núcleo do índice, que exclui energia e alimentos, avançou 2,4% em 12 meses, desacelerando frente aos 2,6% de fevereiro. No mês, o núcleo teve alta de 1%.

Exportações da China sobem 12,4% em março. As exportações da China cresceram 12,4% em março na comparação anual, segundo dados da autoridade alfandegária divulgados nesta segunda-feira (14). O avanço superou com folga a expectativa de alta de 4,4% e foi bem superior aos 2,3% registrados no primeiro bimestre. As importações recuaram 4,3% no mesmo comparativo, queda menor que os 8,4% do início do ano, mas frustrando a projeção de alta de 1,8%. Com isso, a balança comercial chinesa teve superávit de US$ 102,64 bilhões em março, acima da estimativa de US$ 77 bilhões.

PIB da China cresce 5,4% no 1º trimestre, mas tensões com os EUA preocupam. O PIB da China cresceu 5,4% no primeiro trimestre, em comparação anual, superando a expectativa do mercado, que projetava alta de 5,1%, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas, nesta terça-feira (15). O resultado vem em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos e a um cenário de consumo interno enfraquecido. O crescimento foi impulsionado por estímulos fiscais e monetários do governo de Xi Jinping, além do bom desempenho da produção industrial, que avançou 6,5%, acima dos 5,7% do trimestre anterior. O varejo cresceu 4,6% na base anual, indicando alguma recuperação da demanda interna. Apesar dos sinais positivos, o Escritório Nacional de Estatísticas alertou que “ainda não está consolidada a base para uma recuperação econômica sustentada e para o crescimento”, reforçando a necessidade de “políticas macroeconômicas mais proativas e eficazes”.

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