Overview – 20.06.25

PRINCIPAIS DESTAQUES
Copom eleva a taxa Selic para 15,00% ao ano;
IBC-Br sobe 0,2% em abril;
IGP-10 cai 0,97% em junho;
Fed mantém juros inalterados nos EUA;
Inflação da zona do euro desacelera para 1,9% em maio;
Atividade econômica da China apresenta sinais mistos.

UM OLHO NO BRASIL
Copom eleva a taxa Selic para 15,00% ao ano. O Copom resolveu, em unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 15,00% ao ano, marcando a sétima alta consecutiva e levando a taxa básica de juros ao maior patamar desde 2006. Em sua avaliação acerca do cenário econômico, o Copom ressaltou que “o ambiente externo se mantém adverso e particularmente incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente acerca de suas políticas comercial e fiscal e de seus respectivos efeitos”. Em relação a conjuntura doméstica, o Copom avalia que o cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. No comunicado, o Copom antecipou o fim do ciclo de alta da taxa Selic, caso o cenário esperado se consolide, afirmando que observará os impactos dos ajustes já realizados. Em suas projeções para a inflação, a autoridade monetária estima o IPCA em 4,9% ao fim de 2025.

IBC-Br sobe 0,2% em abril. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (16), o IBC-Br, considerado a prévia do PIB, registrou alta de 0,2% em abril, desacelerando após o avanço de 0,7% em março (número revisado, que antes apontava alta de 0,8%). Contudo, o dado veio acima das projeções dos analistas, que esperavam uma alta mensal de 0,1%. Em relação ao mesmo mês de 2024, o indicador avançou 2,5%. Já no acumulado em 12 meses, a alta foi de 4,0%. Em abril, o impulso foi dado pelo crescimento de 0,4% do setor de serviços. Já em relação a agropecuária e indústria, houve retração de 0,9% e 1,1%, respectivamente.

IGP-10 cai 0,97% em junho. O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou queda de 0,97% em junho, após recuo de 0,01% em maio, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgados nesta segunda-feira (16). Com isso, o índice acumula alta de 0,23% no ano e de 5,62% nos últimos 12 meses. A queda mensal veio em linha com a expectativa dos analistas. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,54%, aprofundando o recuo de 0,17% do mês anterior. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,28%, desacelerando frente ao avanço de 0,42% de maio. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,87% em junho, acima da taxa de 0,43% registrada em maio.

Brasil tem fluxo cambial positivo de US$ 345 milhões em junho até dia 13. Segundo dados preliminares publicados nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central, o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$ 345 milhões em junho até o dia 13, em movimento puxado pela via comercial, que registrou saldo positivo de US$ 985 milhões. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$ 640 milhões no período. Na semana compreendida entre os dias 09 e 13 de junho, o fluxo cambial total foi negativo em US$ 92 milhões. No acumulado do ano até 13 de junho, o Brasil registra fluxo cambial total negativo de US$ 9,995 bilhões.

OUTRO NO MUNDO
Fed mantém juros inalterados nos EUA. O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros dos Estados Unidos inalterada entre a faixa de 4,25% e 4,50% ao ano, conforme decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) nesta quarta-feira (18). A decisão, tomada por unanimidade, já era esperada pelo mercado, conforme indicava a ferramenta FedWatch do CME Group. Em comunicado, o Banco Central norte-americano destacou que os indicadores recentes sugerem que a atividade econômica expandiu a um ritmo sólido, apresentando menos incertezas do que nos meses anteriores. Contudo, ressaltou que o cenário futuro será mais desafiador diante da estimativa de inflação mais alta. No que se refere aos próximos movimentos, os membros permanecem com a previsão de dois cortes na taxa de juros em 2025. Já para 2026 e 2027, o colegiado estima apenas um corte de 0,25 p.p. em cada ano, a fim de levar a inflação novamente à meta de 2%. Para a autoridade monetária, o cenário prospectivo revela um panorama de incipiente “estagflação”, reduzindo as expectativas para o crescimento econômico deste ano, para 1,4%, e elevando as estimativas de desemprego e inflação para 4,5% e 3,0%, respectivamente.

Produção industrial dos EUA tem queda de 0,2% em maio. Conforme dados publicados pelo Fed, nesta terça-feira (17), a produção industrial dos Estados Unidos caiu 0,2% em maio após alta de 0,1% em abril (dado revisado), contrariando as estimativas dos analistas, que esperavam alta de 0,2% no período. O uso da capacidade da indústria foi de 77,4% em maio, um recuo ante a taxa observada em abril, de 77,7%.

Inflação da zona do euro desacelera para 1,9% em maio. A Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, informou nesta quarta-feira (18) que o índice de preços ao consumidor da zona do euro desacelerou a taxa anualizada de 1,9% em maio, ante 2,2% em abril. O dado confirmou a leitura preliminar e veio em linha com a projeção. Na comparação mensal, a inflação do bloco ficou estável em maio, conforme a estimativa. O núcleo do IPC, que desconsidera os preços de energia e alimentos, também desacelerou ao registrar taxa anual de 2,3% em maio após 2,7% em abril. Já na comparação mensal, o núcleo do indicador também mostrou estabilidade em maio.

Índice de confiança do consumidor da zona do euro cai em junho. Segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira (20) pela Comissão Europeia, o índice de confiança do consumidor na zona do euro caiu de -15,2 em maio para -15,3 em junho. A leitura do dado contrariou a previsão de analistas, que esperavam alta a -14,3.

Taxa de desemprego na China atinge o menor nível em 6 meses. Conforme dados publicados pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) nesta segunda-feira (16), a taxa de desemprego da China caiu para 5% em maio de 2025, atingindo o menor nível em 6 meses. O resultado ficou ligeiramente abaixo das previsões de mercado e da taxa registrada em abril, ambas de 5,1%. “A taxa de desemprego entre a principal população ativa permaneceu estável, com a taxa de desemprego juvenil caindo pelo terceiro mês consecutivo, refletindo a estabilidade contínua no mercado de trabalho geral”, disse o porta-voz do DNE, Fu Linghui, em uma entrevista coletiva.

Atividade econômica da China apresenta sinais mistos. De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China, a produção industrial do país cresceu 5,8% em maio em relação ao mesmo mês do ano anterior, entretanto, abaixo da projeção de 5,9% e desacelerando em relação à alta de 6,1% em abril. Com o resultado, a produção industrial chinesa atingiu o menor nível de crescimento em seis meses. Em contrapartida, as vendas no varejo chinesas subiram 6,4% em maio contra o ano anterior, superando as previsões de alta a 5% e marcando o crescimento mais rápido desde dezembro de 2023.

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