IGP-10 recua 1,65% em julho e acumula alta de 3,42% em 12 meses

Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) nesta quinta-feira (17), o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou queda de 1,65% em julho, aprofundando a deflação observada no mês anterior, quando o índice havia recuado 0,97%. Com esse resultado, o indicador acumula queda de 1,42% no ano, mas ainda apresenta alta de 3,42% no acumulado em 12 meses. Em julho de 2024, o índice havia avançado 0,45% no mês e 3,38% em 12 meses.

O IGP-10 é composto por três subíndices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que apresentaram comportamentos distintos no mês.

O IPA-10, que representa 60% do índice geral, recuou 2,42% em julho, após queda de 1,54% em junho. A retração foi disseminada: Bens Finais caíram 0,90%, Bens Intermediários recuaram 1,29% e as Matérias-Primas Brutas acentuaram a queda, passando de -2,98% para -4,21%.

O IPC-10, com peso de 30% no IGP-10, registrou alta de 0,13% em julho, desacelerando frente à taxa de 0,28% registrada em junho. Seis das oito classes componentes apresentaram desaceleração, com destaque para Habitação (de 0,86% para 0,49%) e Alimentação (de 0,11% para -0,12%). Por outro lado, os grupos Educação, Leitura e Recreação (de -0,08% para 0,88%) e Despesas Diversas (de 0,14% para 0,17%) aceleraram no período.

Já o INCC-10, responsável por 10% da composição do índice, avançou 0,57% em julho, após 0,87% em junho. A desaceleração foi puxada principalmente pelo grupo Mão de Obra, cuja variação passou de 2,38% para 0,94%. Por outro lado, Materiais e Equipamentos e Serviços aceleraram no mês.

O resultado de julho reflete uma pressão menor nos preços ao produtor, em especial nas matérias-primas e insumos industriais, além de desaceleração pontual no consumo e na construção civil.

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