PRINCIPAIS DESTAQUES
- China atinge meta de crescimento em 2025 com PIB do 4º tri ligeiramente acima do esperado;
- PIB dos EUA cresce 4,4% no 3º trimestre e marca maior alta em dois anos;
- Inflação da zona do euro fica em 1,9% a.a em dezembro;
- FMI reduz previsão de crescimento do PIB do Brasil para 1,6% em 2026;
- Ibovespa renova recorde e fecha acima de 175 mil pontos;
- Arrecadação federal em 2025 bate recorde e atinge maior nível em 31 anos.
UM OLHO NO BRASIL
FMI reduz previsão de crescimento do PIB do Brasil para 1,6% em 2026 – Conforme revisão divulgada na atualização do relatório Perspectiva Econômica Global, publicada nesta segunda-feira (19), o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento do Brasil para 1,6% em 2026, ante a estimativa anterior de 1,9%, divulgada em outubro. Por outro lado, para o encerramento de 2025, a projeção foi elevada de 2,4% para 2,5%. Já para 2027, a estimativa também apresentou revisão positiva, avançando de 2,2% para 2,3%.
Ibovespa renova recorde e fecha acima de 175 mil pontos – O Ibovespa fechou a quinta-feira (22) em 175.589 pontos, com alta de 2,2%, após tocar aproximadamente 178 mil pontos no melhor momento do pregão. O volume financeiro somou R$ 44,1 bilhões. Em janeiro, até o dia 20, o saldo de capital estrangeiro na B3 foi positivo em R$ 8,8 bilhões. No acumulado, o índice registrou alta de 6,55% na semana e cerca de 9% no ano. Entre os destaques, ações de bancos avançaram, com Banco do Brasil (+4,69%), Itaú (+3,38%), Bradesco (+2,73%) e Santander (+1,68%). Em commodities, Vale (+0,58%) e Petrobras subiu, com PETR3 (+0,69%) e PETR4 (+0,45%).
IPC-S tem alta de 0,49% na terceira semana de janeiro, diz FGV Ibre – O IPC-S da terceira quadrissemana de janeiro de 2026, divulgado pela FGV Ibre nesta sexta-feira (23), subiu 0,49% e passou a acumular alta de 4,49% em 12 meses. No período, cinco das oito classes de despesa que compõem o índice registraram variação positiva. A principal contribuição veio de Transportes, cuja taxa acelerou de 0,58% para 0,86%. Também apresentaram altas os grupos Saúde e Cuidados Pessoais, que passaram de 0,34% para 0,44%, Alimentação, de 0,63% para 0,70%, Habitação, de 0,01% para 0,06%, e Despesas Diversas, de 0,15% para 0,19%. Em contrapartida, houve desaceleração nos grupos Vestuário, que passou de 0,46% para -0,39%, e Educação, Leitura e Recreação, cuja taxa recuou de 1,17% para 1,14%. O grupo Comunicação permaneceu estável no período.
Arrecadação federal bate recorde em 2025 e atinge maior valor em 31 anos – A Receita Federal informou nesta quinta-feira (22) que a arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 2,887 trilhões em 2025, o maior valor desde o início da série histórica em 1995. Em valores corrigidos pela inflação, totalizou R$ 2,93 trilhões em 2025, ante R$ 2,82 trilhões em 2024, com alta real de 3,65%. As receitas administradas pela Receita Federal alcançaram R$ 2,76 trilhões, representando crescimento real de 4,27%. Em dezembro, a arrecadação foi de R$ 285,21 bilhões, com alta real de 7,67%.
Fluxo cambial tem entrada de US$ 2,215 bilhões na semana até 16 de janeiro, segundo BC – Conforme dados preliminares divulgados pelo Banco Central, o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$ 2,215 bilhões na semana de 12 a 16 de janeiro. No período, o canal financeiro teve entrada líquida de US$ 2,524 bilhões enquanto o canal comercial apresentou saída líquida de US$ 309 milhões. Em janeiro até o dia 16, o fluxo cambial acumulou saldo positivo de US$ 1,544 bilhão, com entrada de US$ 2,939 bilhões pelo canal financeiro e saída de US$ 1,395 bilhão pelo canal comercial.
OUTRO NO MUNDO
China atinge meta de crescimento em 2025 com PIB do 4º tri ligeiramente acima do esperado – Conforme dados divulgados nesta segunda-feira (19), o Produto Interno Bruto (PIB) da China avançou 1,2% no quarto trimestre de 2025 em relação ao trimestre imediatamente anterior, superando a expectativa do mercado, de 1,1%. Na comparação anual, o crescimento foi de 4,5%, desacelerando frente aos 4,8% registrados no trimestre anterior. Com esse resultado, o PIB acumulado de 2025 alcançou crescimento de 5,0%, atingindo a meta oficial estabelecida pelo governo. Em dezembro, a taxa de desemprego permaneceu em 5,1%. No acumulado de 2025, as vendas no varejo cresceram 3,7%, enquanto a produção industrial avançou 5,9%. Por sua vez, o investimento em ativos fixos recuou 3,8% no período, retração mais acentuada do que a projeção de queda de 3,1%.
Inflação da zona do euro recua para 1,9% em dezembro – De acordo com dados divulgados pela Eurostat nesta segunda-feira (19), a inflação anual da zona do euro recuou para 1,9% em dezembro de 2025, ante 2,1% registrados em novembro. Na União Europeia, a inflação anual desacelerou para 2,3% em dezembro, após 2,4% no mês anterior. No detalhamento dos componentes, os serviços foram o principal fator de pressão inflacionária em dezembro, contribuindo com 1,54 ponto percentual (p.p.), seguidos por alimentos, álcool e tabaco, com contribuição de 0,49 p.p., e bens industriais não energéticos, com 0,09 p.p. Por outro lado, o componente de energia exerceu contribuição negativa de -0,18 p.p.
PIB dos EUA cresce 4,4% no 3º trimestre e marca maior alta em dois anos – Conforme dados divulgados nesta quinta-feira (22), o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025, segundo a segunda estimativa do Departamento de Comércio, acima da leitura anterior, de 4,3%. O resultado representou aceleração em relação ao segundo trimestre, quando o PIB avançou 3,8%. Conforme o relatório, a alta refletiu avanço de consumo, exportações, gastos do governo e investimentos, enquanto as importações diminuíram no período. As vendas finais a compradores domésticos privados avançaram 2,9%, com revisão para baixo de 0,1 ponto percentual em relação à estimativa anterior. O Departamento de Comércio informou ainda que, devido à paralisação recente do governo, este relatório substituiu a divulgação da terceira estimativa.
Atividade da zona do euro fica estável em janeiro, mostra PMI – Segundo dados preliminares publicados nesta sexta-feira (23), o PMI Composto da zona do euro atingiu 51,5 pontos em janeiro, permanecendo inalterado em relação a dezembro e abaixo da estimativa de 51,8, mas mantendo-se acima do nível de 50,0 pelo 13º mês consecutivo. No detalhamento, o PMI de serviços desacelerou para 51,9 pontos, mínima de quatro meses, ante 52,4 em dezembro. O PMI industrial avançou de 48,8 para 49,4 pontos, embora ainda permaneça em território contracionista. Em janeiro, os novos pedidos cresceram a uma taxa mais fraca enquanto houve também queda mais forte de exportações e redução de vagas pela primeira vez desde setembro. As pressões de preços aumentaram e o otimismo para os próximos meses atingiu o maior nível desde maio de 2024.
Trump diz ter garantido acesso total dos EUA à Groenlândia em acordo com a OTAN – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista nesta quinta-feira (22) ter assegurado acesso total e permanente dos EUA à Groenlândia por meio de um entendimento com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), principal aliança militar ocidental. Segundo Trump, os detalhes ainda estão sendo negociados, mas o acordo afasta, por ora, a imposição de tarifas adicionais à Europa e descarta o uso de força. Em resposta, a Dinamarca reiterou que sua soberania sobre a ilha não está em discussão.
