PRINCIPAIS DESTAQUES
- INTERNACIONAL:
- Pedidos de seguro-desemprego nos EUA sobem acima do esperado, mas seguem em níveis historicamente baixos
- PMI composto dos Estados Unidos sobe em janeiro e mantém expansão da atividade
- Inflação da zona do euro recua a 1,7% em janeiro e registra deflação mensal
- NACIONAL:
- Ata do Copom reforça cautela e condiciona início da flexibilização à confirmação do cenário
- Produção industrial recua 1,2% em dezembro e evidencia desaceleração do setor em 2025
- PMIs do Brasil apontam perda de fôlego da atividade no início de 2026
UM OLHO NO BRASIL
Ata do Copom reforça cautela e condiciona início da flexibilização à confirmação do cenário – O Banco Central do Brasil divulgou, nesta terça-feira (03), a Ata da 276ª reunião de política monetária, realizada nos dias 27 e 28 de janeiro. No documento, o Copom detalhou a decisão unânime de manter a taxa Selic em 15,00% ao ano e ressaltou que poderá iniciar o ciclo de flexibilização monetária na próxima reunião, desde que o cenário esperado se confirme. O Comitê avaliou que o ambiente externo segue marcado por incertezas, especialmente relacionadas aos Estados Unidos e às tensões geopolíticas, apesar de algum alívio recente no curto prazo. No cenário doméstico, destacou a moderação gradual da atividade econômica, a resiliência do mercado de trabalho e a persistência de pressões inflacionárias nos serviços. O Copom voltou a enfatizar a importância da coordenação entre política fiscal e monetária e reconheceu o arrefecimento da inflação, embora as expectativas sigam acima da meta. As projeções apontam inflação de 3,4% em 2026 e 3,2% no 3º trimestre de 2027, com balanço de riscos ainda elevado.
Produção industrial recua 1,2% em dezembro e evidencia desaceleração do setor em 2025 – De acordo com os dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) nesta terça-feira (03), a produção industrial brasileira caiu 1,2% em dezembro frente a novembro, representando a maior retração mensal desde julho de 2024 e um resultado mais fraco que o esperado pelo mercado. Na comparação anual, houve avanço de 0,4%, enquanto o setor encerrou 2025 com crescimento de apenas 0,6%, bem abaixo do desempenho de 2024. O resultado reflete o impacto de juros elevados sobre a atividade, com quedas disseminadas em dezembro, especialmente em veículos, produtos químicos e metalurgia, apesar do desempenho positivo das indústrias extrativas ao longo do ano.
PMIs do Brasil apontam perda de fôlego da atividade no início de 2026 – Os indicadores de PMI divulgados pela S&P Global mostram enfraquecimento generalizado do setor privado brasileiro em janeiro. O PMI de serviços recuou de 53,7 pontos em dezembro para 51,3 em janeiro, indicando desaceleração do crescimento, com moderação da demanda, corte de contratações e menor confiança empresarial, apesar do alívio nas pressões inflacionárias. Já o PMI industrial aprofundou a contração, caindo de 47,6 para 47,0 na mesma comparação, refletindo forte retração da demanda interna e externa, queda de encomendas, redução da produção e novo recuo do emprego. Com isso, o PMI composto caiu para 49,9, sinalizando estagnação da atividade econômica agregada no início de 2026.
Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 4,34 bilhões em janeiro – A balança comercial do Brasil apresentou superávit de US$ 4,34 bilhões em janeiro de 2026, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do MDICdivulgados nesta quinta-feira (05). O resultado representa alta de 85,8% em relação a janeiro de 2025, quando o saldo havia sido de US$ 2,3 bilhões. No mês, as exportações somaram US$ 25,153 bilhões enquanto as importações totalizaram US$ 20,81 bilhões, com corrente de comércio de US$ 45,96 bilhões. Apesar do saldo positivo, as exportações recuaram 1% na comparação anual, pressionadas por menores embarques da indústria extrativa e de transformação, enquanto as importações caíram 9,8%, refletindo retração disseminada nas compras externas.
OUTRO NO MUNDO
Pedidos de seguro-desemprego nos EUA sobem acima do esperado, mas seguem em níveis historicamente baixos – Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos somaram 231 mil na semana encerrada em 31 de janeiro, segundo dados do Departamento do Trabalhopublicados nesta quinta-feira (05). O número representa um aumento de 22 mil solicitações em relação à leitura revisada da semana anterior, ficando acima do consenso de mercado, que projetava 212 mil pedidos. Já os pedidos continuados, referentes à semana encerrada em 24 de janeiro, totalizaram 1,844 milhão, alta de 25 mil frente à semana anterior, enquanto a média móvel de quatro semanas recuou para 1,85 milhão, atingindo o menor nível desde outubro de 2024, sinalizando manutenção de um mercado de trabalho ainda resiliente.
PMI composto dos Estados Unidos sobe em janeiro e mantém expansão da atividade – Conforme leitura final publicada pela da S&P Global nesta quarta-feira (04), o PMI composto dos Estados Unidos avançou de 52,7 em dezembro para 53,0 em janeiro de 2026, acima do dado preliminar (52,8). O resultado indica continuidade da expansão da atividade no setor privado, com crescimento tanto nos serviços, cujo índice subiu para 52,7, quanto na indústria, que avançou para 52,4. O fortalecimento da produção foi apoiado por ganhos em novos negócios, enquanto o emprego cresceu de forma apenas marginal. As pressões inflacionárias no setor de serviços permaneceram elevadas, associadas a custos salariais e tarifas, embora a inflação de insumos tenha mostrado moderação em relação ao final de 2025.
Inflação da zona do euro recua a 1,7% em janeiro e registra deflação mensal – Segundo dados preliminares divulgados pela Eurostat nesta quarta-feira (04), a inflação anualizada da zona do euro desacelerou para 1,7% em janeiro de 2026, após variar 2,0% em dezembro. O resultado veio em linha com as projeções do mercado e representa o menor patamar desde setembro de 2024.Na variação mensal, o índice de preços ao consumidor harmonizado recuou 0,5%, refletindo principalmente a queda mais intensa dos preços de energia e a desaceleração da inflação de serviços. Em sentido oposto, houve aceleração nos preços de alimentos não processados e de bens industriais não energéticos. A inflação subjacente recuou para 2,2%, abaixo do consenso, com desaceleração observada na França, Espanha e Itália, enquanto a Alemanha apresentou leve aceleração.
Economia da zona do euro cresce acima do esperado no 4º trimestre de 2025 – Conforme dados divulgados nesta sexta-feira (30) pela Eurostat, o PIB preliminar da zona do euro avançou 0,3% no 4º trimestre de 2025 ante o trimestre anterior, acima da expectativa de 0,2%. Na comparação anual, o crescimento foi de 1,3%, acima do consenso (1,2%). Entre as principais economias, a Espanha cresceu 0,8%, Alemanha e Itália avançaram 0,3%, e a França ficou em 0,2%.
BCE mantém juros em 2% ao ano e reforça postura dependente dos dados – O Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa básica de juros em 2% ao ano na reunião desta quinta-feira (05), marcando a quinta decisão consecutiva de manutenção após os cortes realizados no início do ano. Com isso, as taxas de depósito, refinanciamento e empréstimo permaneceram em 2%, 2,15% e 2,4%, respectivamente. No comunicado, o BCE avaliou que a inflação tende a se estabilizar em torno da meta de 2% no médio prazo, embora tenha destacado a persistência de incertezas, especialmente ligadas à política de comércio global e às tensões geopolíticas. A autoridade monetária reiterou que seguirá uma estratégia dependente dos dados, sem compromisso prévio com uma trajetória fixa para os juros.
PMIs privados indicam expansão moderada da atividade na China em janeiro, com contraste em relação aos dados oficiais – O PMI manufatureiro privado RatingDog da China subiu de 50,1 em dezembro para 50,3 em janeiro, confirmando leve expansão da atividade industrial, sustentada pela resiliência da demanda externa. O resultado contrasta com o PMI oficial do governo chinês, que recuou para 49,3 no período, sinalizando contração entre grandes estatais. No setor de serviços, o PMI RatingDog avançou para 52,3, acima das expectativas, refletindo aceleração de novos negócios e recuperação moderada da demanda externa.
