OVERVIEW – 11.09.2026

UM OLHO NO BRASIL

Setor de serviços fica estável em julho – De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o volume do setor de serviços no Brasil apresentou estabilidade em julho na comparação com junho, abaixo da expectativa de alta de 0,2% do mercado. Na comparação com julho de 2025, o setor avançou 0,9%, também abaixo da projeção de 1,1%. Quatro das cinco atividades pesquisadas registraram crescimento no mês, com destaque para transportes (+0,4%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,6%), enquanto informação e comunicação recuou 2,5%. Os dados reforçam os sinais de moderação da atividade econômica brasileira.

Inadimplência das famílias avança para 29,9% em agosto – Conforme dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), a parcela de famílias brasileiras com contas em atraso subiu para 29,9% em agosto. O endividamento permaneceu em 82%, enquanto a proporção de famílias que afirmam não ter condições de quitar suas dívidas aumentou para 12,5%. A piora ficou concentrada principalmente entre as famílias com renda de até três salários mínimos, grupo em que a inadimplência alcançou 38,8%.

IPCA registra deflação de 0,32% em agosto – Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou 0,32% em agosto, após alta no mês anterior, e acumulou avanço de 4,22% em 12 meses. O resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava deflação de 0,29% e alta de 4,27% em 12 meses. A principal contribuição negativa veio do grupo Habitação, que caiu 1,87%, influenciado principalmente pela redução de 7,63% da energia elétrica residencial, em decorrência do Bônus de Itaipu.

IGP-DI sobe 0,06% em agosto – De acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), por meio do FGV IBRE, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 0,06% em agosto, após queda de 0,86% em julho. Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,19% no ano e de 2,63% em 12 meses. Segundo a instituição, a mudança foi influenciada principalmente pela alta dos preços de produtos agropecuários no atacado, enquanto a continuidade da queda dos preços industriais ajudou a limitar o avanço do índice.

Brasil registra fluxo cambial negativo de US$ 6,69 bilhões no início de setembro – Conforme dados preliminares divulgados pelo Banco Central do Brasil (BC), o país registrou saída líquida de US$ 6,693 bilhões no fluxo cambial entre os dias 1º e 4 de setembro. O resultado foi puxado principalmente pelo canal financeiro, que apresentou saída líquida de US$ 6,448 bilhões, enquanto o canal comercial registrou saldo negativo de US$ 245 milhões. Apesar da saída no início do mês, o fluxo cambial acumulado no ano até 4 de setembro permanece positivo em US$ 9,089 bilhões.

…E OUTRO NO MUNDO

Pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA caem –Conforme dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, os pedidos iniciais de seguro-desemprego totalizaram 206 mil na semana encerrada em 5 de setembro, queda de mil solicitações em relação à semana anterior, cujo resultado foi revisado para 207 mil. Os pedidos continuados, referentes à semana encerrada em 29 de agosto, também recuaram levemente, para 1,774 milhão. Os dados indicam que as demissões permanecem em níveis baixos e reforçam a percepção de um mercado de trabalho norte-americano ainda resiliente.

Inflação ao consumidor dos EUA sobe 0,4% em agosto – Segundo dados divulgados pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos avançou 0,4% em agosto, após alta de 0,1% em julho, acumulando inflação de 3,4% em 12 meses. Ambos os resultados ficaram em linha com as expectativas do mercado. Já o núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% no mês, acima da projeção de 0,2%, enquanto a taxa anual ficou em 2,4%. Os números mostram a persistência das pressões inflacionárias e reforçam a necessidade de cautela do Federal Reserve na condução da política monetária.

BCE eleva juros em 0,25 ponto percentual – O Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira (10) elevar suas três principais taxas de juros em 0,25 ponto percentual, no segundo aperto monetário em três meses. Com a decisão, a taxa de depósito passa para 2,50%, a de refinanciamento para 2,65% e a de empréstimo marginal para 2,90%, com vigência a partir de 16 de setembro. Segundo a autoridade monetária, o conflito no Oriente Médio continua exercendo pressão sobre os preços, e a inflação deverá permanecer acima da meta de 2% por um período prolongado. O BCE também projetou inflação de 3,0% em 2026 e reforçou que as próximas decisões continuarão dependendo da evolução dos dados econômicos.

Inflação ao consumidor e ao produtor acelera na China em agosto – Segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas da China (NBS), a inflação ao consumidor avançou 0,8% em agosto na comparação anual e 0,4% frente a julho. Já o Índice de Preços ao Produtor (PPI) subiu 3,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e 0,4% na comparação mensal. A alta dos preços ao produtor foi influenciada principalmente pelo aumento dos custos de matérias-primas e energia, com destaque para os setores de mineração, petróleo e combustíveis. Os números indicam aumento das pressões de preços na economia chinesa, embora a inflação ao consumidor permaneça relativamente moderada.

Irã e países do Golfo buscam acordo temporário para o Estreito de Hormuz – Ministros das Relações Exteriores de países do Golfo devem se reunir na próxima segunda-feira (14), em Omã, com o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, para discutir um acordo temporário que facilite o tráfego de embarcações pelo Estreito de Hormuz. A iniciativa ocorre em meio à continuidade do conflito entre Estados Unidos e Irã e às fortes restrições à circulação pela rota, estratégica para o comércio mundial de petróleo. Apesar da tentativa de avanço diplomático, uma reabertura mais ampla do estreito ainda depende de entendimentos entre Washington e Teerã. A expectativa de negociações contribuiu para a queda do petróleo nesta sexta-feira, após o Brent ter superado US$ 107 por barril e se aproximado de US$ 110, embora as preocupações com a oferta global permaneçam elevadas.

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