IPCA-15 sobe 0,18% em outubro e acumula alta de 4,94% em 12 meses

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (24), o IPCA-15 registrou alta de 0,18% em outubro, desacelerando em relação ao mês anterior, quando o índice havia subido 0,48%. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses recuou de 5,32% para 4,94%, voltando a ficar abaixo do patamar de 5% pela primeira vez desde junho. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,94%. O índice, considerado a prévia da inflação oficial do país, ficou abaixo das projeções de mercado, que estimavam um avanço de 0,25% no mês.

O principal fator para a perda de fôlego da inflação em outubro foi a queda de 1,09% na energia elétrica residencial, após a disparada de 12,17% registrada em setembro. A mudança da bandeira tarifária, que passou da vermelha patamar 2 para a vermelha patamar 1, reduziu o valor adicional cobrado nas contas de luz, aliviando o orçamento das famílias e contribuindo para a desaceleração do grupo Habitação, que avançou apenas 0,16% no mês.

Por outro lado, o grupo Transportes voltou a pressionar o índice, com alta de 0,41%. O aumento foi impulsionado pela elevação dos combustíveis, que subiram 1,16%, e das passagens aéreas, que avançaram 4,39%, refletindo ajustes sazonais e o encarecimento dos biocombustíveis. Entre os itens de maior peso, destacaram-se as altas do etanol (3,09%) e da gasolina (0,99%). Apesar disso, o impacto pode ser parcialmente compensado nas próximas leituras, já que a Petrobras anunciou uma redução de 4,9% no preço da gasolina vendida às distribuidoras a partir de 21 de outubro.

Já o grupo Alimentação e Bebidas apresentou estabilidade, com leve queda de 0,02% em outubro, uma melhora em relação ao recuo de 0,35% observado no mês anterior. O resultado foi influenciado pela redução de 0,10% na alimentação no domicílio, com destaque para a queda nos preços da cebola (-7,65%), do ovo de galinha (-3,01%) e do arroz (-1,37%). Em contrapartida, alguns produtos voltaram a subir, como o óleo de soja (4,25%) e as frutas (2,07%).

Em relação às expectativas para o cenário futuro, o Boletim Focus divulgado na última segunda-feira (20) projeta um IPCA para o fechamento de 2025 em 4,70%, indicando uma inflação anual moderada, mas ainda acima da meta oficial.

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