Overview – 02.05.25

PRINCIPAIS DESTAQUES
IGP-M acelera 0,24% em abril;
Taxa de desemprego sobe a 7%, mas é a menor taxa para o 1º trimestre desde 2012;
Dívida bruta do governo geral cai para 75,9% do PIB em março;
Estados Unidos criam 177 mil vagas de trabalho em abril, acima das expectativas;
Inflação anualizada da zona do euro se mantém em 2,2% em abril;
PMI industrial da China cai mais que o esperado em abril com impacto da guerra comercial.

UM OLHO NO BRASIL

IGP-M acelera 0,24% em abril. Conforme dados publicados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira (29), o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou 0,24% em abril, após cair 0,34% em março. Com esse resultado, o IGP-M acumula alta de 1,23% no ano e de 8,50% nos últimos 12 meses. A alta mensal veio mais intensa do que a projetada pelos analistas, que estimavam uma variação de -0,09%. No mês de abril, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,13%, registrando um avanço significativo em relação à queda de 0,73% observada em março. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,46%, perdendo força após avançar 0,80% em março, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, registrou alta de 0,59%, após 0,38% no mês anterior.

Taxa de desemprego sobe a 7%, mas é a menor taxa para o 1º trimestre desde 2012. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (30), a taxa de desemprego avançou para 7,0% no trimestre encerrado em março, um aumento de 0,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior (6,2%), terminado em dezembro, mas registra queda de 0,9 p.p. em comparação ao mesmo período de 2024 (7,9%). Apesar do aumento trimestral, esta foi a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica, em 2012. Ao todo, 7,7 milhões de pessoas estão desempregadas no país, um aumento de 13,1% (ou mais 891 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior, mas um recuo de 10,5% (menos 909 mil pessoas) em comparação com 2024.

Investimento estrangeiro desacelera e atinge US$ 6 bilhões em março. Segundo o boletim Estatísticas do Setor Externo, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (28), os investimentos diretos no Brasil registraram ingresso líquido de US$ 6 bilhões em março, abaixo dos US$ 10,2 bilhões observados no mesmo mês de 2024. De acordo com o boletim, o resultado do mês pode ser explicado tanto pela participação no capital de empresas (US$ 3,8 bilhões) quanto por operações intercompanhia (US$ 2,1 bilhões). Mesmo com a desaceleração, no acumulado de 12 meses, o investimento direto chegou US$ 68,2 bilhões, equivalente a 3,16% do PIB. Os investimentos em carteira somaram saídas líquidas de US$ 1,8 bilhão em março, após ingresso líquido de US$ 1,1 bilhão em fevereiro. A maior parte da saída ocorreu em ações, fundos de investimento e títulos do mercado doméstico.

Dívida bruta do governo geral cai para 75,9% do PIB em março. Segundo dados publicados pelo Banco Central nesta quarta (30), a dívida bruta dos governos no Brasil somou R$ 9,096 trilhões em março, o equivalente a 75,9% do Produto Interno Bruto (PIB), caindo em relação ao dado observado em fevereiro, quando indicador estava em 76,1% do PIB (R$ 9,045 trilhões). O resultado pode ser explicado pelo efeito do PIB nominal, que impactou o indicador com uma queda de 0,6 ponto percentual (p.p.), pelo resgate líquido da dívida, com baixa de 0,3 p.p. e pelo efeito da valorização cambial, de queda de 0,1 p.p. Por outro lado, os juros nominais apropriados contribuíram com uma alta de 0,8 p.p. Já a dívida líquida do setor público não financeiro ficou em 61,6% do PIB em março (R$ 7,380 trilhões) também abaixo do registrado fevereiro, de 61,4% do PIB (R$ 7,297 trilhões). A variação mensal pode ser explicada, por um lado, pelo impacto dos juros nominais apropriados, de alta de 0,6 ponto percentual (p.p.), e do efeito da valorização cambial de 1,8% no mês de março de elevação de 0,2 p.p. Em contrapartida, a variação do PIB nominal impactou com uma redução de 0,5 p.p.

Indústria do Brasil se aproxima da estagnação em abril em meio a tarifas, mostra PMI. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) publicado nesta sexta (02) pela S&P Global, caiu de 51,8 em março para 50,3 em abril, atingindo o nível mais baixo desde dezembro de 2023, que se aproximou da marca de 50 que separa crescimento de contração. A atividade industrial brasileira quase estagnou em abril, com queda de pedidos e com a confiança no nível mais baixo em cinco anos, em meio a preocupações com a política tarifária dos Estados Unidos. “O registro do PMI principal ficou marginalmente dentro da zona de crescimento, sinalizando condições industriais amplamente estagnadas e encobrindo circunstâncias um tanto preocupantes que sugerem que o setor poderia estar entrando gradualmente em uma fase de contração”, afirmou a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.

OUTRO NO MUNDO

Estados Unidos criam 177 mil vagas de trabalho em abril, acima das expectativas. Conforme o relatório payroll do Bureau of Labor Statistics (BLS), os Estados Unidos criaram 177 mil vagas de emprego em abril, ficando muito acima das expectativas de 138 mil vagas no mês. A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em linha com o esperado, em 4,2%. No mês, os ganhos médios por hora de todos os empregados em folhas de pagamento privadas subiram 3,8%, levemente abaixo do consenso, que esperava um aumento de 3,9%. Vale destacar que o payroll é o último, e o mais importante, de três dados sobre o mercado de trabalho americano. No último dia 29 de maio, o relatório Jolts mostrou que o número de vagas disponíveis nos EUA caiu mais do que o esperado em março. Logo na sequência, o relatório ADP, divulgado no último dia 30, também indicou uma desaceleração na criação de vagas no setor privado.

Inflação medida pelo PCE desacelera para 2,3% ao ano. Conforme dados publicados nesta quarta-feira (30) pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, o índice de preços PCE subiu 2,3% em março no dado anualizado, desacelerando em comparação com a alta de 2,7% registrada em fevereiro. Em base mensal, o indicador variou 0,4%, mesma taxa registrada em fevereiro. Em março, a inflação ficou acima das estimativas dos analistas, que esperavam desaceleração a 2,2% ao ano, puxada pela queda dos custos de energia e serviços relacionados, que despencaram 2,7% em março. No entanto, os preços dos alimentos registraram seu maior salto em meses, subindo 0,5% em relação a fevereiro. Excluindo os custos de alimentos e energia, o núcleo do PCE desacelerou para uma taxa anual de 2,6% ante 3% no mês anterior.

PIB dos Estados Unidos cai 0,3% no 1º trimestre de 2025, segundo leitura inicial, e registra o primeiro recuo desde 2022. De acordo com a primeira leitura divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Bureau of Economic Analysis (BEA), o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos recuou a uma taxa anualizada de 0,3% no primeiro trimestre de 2025, seu pior desempenho trimestral desde 2022. O resultado veio abaixo das expectativas do mercado, que apontavam para uma leve alta de 0,4%. Em comparação com o período entre outubro e dezembro, a desaceleração refletiu principalmente um aumento nas importações, uma desaceleração nos gastos do consumidor e uma queda nos gastos do governo, que foram parcialmente compensados por aumentos nos investimentos e exportações. A queda do PIB americano é atribuída principalmente às mudanças implementadas por Donald Trump na política comercial e financeira do país. O consumo, principal motor da economia dos EUA, foi fortemente afetado pelos temores da população em relação ao “tarifaço” imposto pelo republicano.

Inflação anualizada da zona do euro se mantém em 2,2% em abril. Conforme dados preliminares divulgados nesta sexta-feira (02) pela Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, o índice de preços ao consumidor da zona do euro permaneceu em 2,2% em abril na base anual, repetindo o nível de março e ficando acima da expectativa dos analistas, que previam taxa de 2,1%. Com o resultado, a inflação permanece próxima da meta oficial de inflação do Banco Central Europeu (BCE), de 2%. No que se refere ao núcleo do indicador, que desconsidera os preços de energia e de alimentos, houve acréscimo anual de 2,7% em abril, ganhando força em relação à alta de 2,4% de março e superando a estimativa de avanço de 2,5%.

PIB da zona do euro cresce 0,4% no 1º trimestre do ano. Segundo dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (30) pela Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,4% no primeiro trimestre de 2025 ante o resultado do trimestre imediatamente anterior, superando a expectativa de analistas, que previam alta de 0,2% no período. Na comparação anual, o PIB do bloco teve expansão de 1,2% entre janeiro e março, também acima da estimativa de ganho de 1%.

Taxa de desemprego da zona do euro se mantém em 6,2% em março. De acordo com os dados publicados nesta sexta-feira (02) pela Eurostat, a taxa de desemprego da zona do euro permaneceu em 6,2% em março, repetindo a taxa de fevereiro. O resultado de março ficou acima da expectativa de analistas, que previam taxa de 6,1%. Além disto, o dado de fevereiro foi levemente revisado para cima, de 6,1% para 6,2%. Conforme a Eurostat, havia 10,818 milhões de desempregados na zona do euro em março, uma alta de 83 mil pessoas em relação a fevereiro.

PMI industrial da China cai mais que o esperado em abril com impacto da guerra comercial. O índice oficial de gerentes de compras (PMI) industrial registrou 49,0 em abril, comparado às expectativas de 49,7, caindo significativamente em relação aos 50,5 observados no mês anterior. Com o resultado, o PMI industrial da China volta ao território de contração após dois meses de ganhos. A queda na atividade industrial ocorreu enquanto a China se envolve em uma intensa guerra comercial com os EUA. Essa situação impulsionou o enfraquecimento da atividade durante o mês, com os novos pedidos comerciais sendo reduzidos em todos os setores. O PMI não-manufatureiro da China também decepcionou em abril, ao subir para 50,4, abaixo da expectativa de 50,6. A leitura também representa queda em relação aos 50,8 do mês anterior. Isso levou o PMI composto da China para 50,2 em abril, abaixo dos 51,4 em março.

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