PRINCIPAIS DESTAQUES
- Ata do Fed reforça viés de cortes, mas ritmo segue condicionado aos dados
- Indústria da zona do euro encerra 2025 em contração, com piora de produção e pedidos
- China impõe tarifa adicional de 55% acima das cotas e eleva risco de restrição para exportadores de carne bovina
- Dívida bruta sobe para 79,0% do PIB em novembro e setor público volta ao déficit primário
- Desemprego recua para 5,2% no trimestre até novembro e renda renova máximas
- PMI indica contração mais intensa da indústria em dezembro e reforça viés de desaceleração no início de 2026
UM OLHO NO BRASIL
IGP-M recua 0,01% em dezembro e encerra 2025 com queda acumulada em 12 meses – A FGV informou nesta terça-feira (30) que o IGP-M caiu 0,01% em dezembro, após alta de 0,27% em novembro. No acumulado em 12 meses, o índice registrou queda de 1,05%, reforçando a leitura de alívio mais claro nos preços ao produtor. Na abertura, o IPA recuou 0,12%, o IPC subiu 0,24% e o INCC avançou 0,21%, sugerindo menor pressão na cadeia, enquanto a inflação ao consumidor segue mais sensível a serviços e componentes inerciais.
Dívida bruta sobe para 79,0% do PIB em novembro e setor público volta ao déficit primário – O Banco Central informou nesta terça-feira (30) que a dívida bruta avançou para 79,0% do PIB, acima de 78,4% em outubro, com dívida líquida em 65,2%. No mês, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 14,420 bilhões e, no acumulado em 12 meses, o déficit nominal permaneceu elevado, refletindo o custo de carregamento dos juros e a sensibilidade da trajetória da dívida ao ambiente de taxas.
Desemprego recua para 5,2% no trimestre até novembro e renda renova máximas – O IBGE informou nesta terça-feira (30) que a taxa de desocupação caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, menor nível da série iniciada em 2012 e abaixo do esperado pelo mercado. O resultado veio com recorde de ocupação e avanço do rendimento real para R$ 3.574, reforçando a leitura de mercado de trabalho ainda aquecido e de suporte à demanda, com implicações para inflação de serviços.
Caged mostra criação de 85.864 vagas formais em novembro e supera projeções – O Ministério do Trabalho informou nesta terça-feira (30) que o saldo líquido do emprego formal foi positivo em 85.864 vagas em novembro, acima das estimativas. O resultado reflete 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos, mantendo o sinal de resiliência do mercado de trabalho mesmo com condições financeiras restritivas.
PMI indica contração mais intensa da indústria em dezembro e reforça viés de desaceleração no início de 2026 – A S&P Global informou nesta sexta-feira (02) que o PMI manufatureiro do
Brasil recuou para 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro, aprofundando o sinal
de contração. A leitura reflete demanda mais fraca e nova queda de produção,
com empresas recorrendo a descontos e ajustando emprego diante de ociosidade,
em linha com um quadro de atividade industrial ainda pressionado.
OUTRO NO MUNDO
Ata do Fed reforça viés de cortes, mas ritmo segue condicionado aos dados – O Federal Reserve divulgou nesta terça-feira (30) a ata da reunião de 9 e 10 de dezembro e o documento indica que a maioria das autoridades segue vendo espaço para reduções adicionais de juros ao longo de 2026, desde que a desinflação continue avançando. Ao mesmo tempo, a discussão reforça que o timing do próximo passo segue aberto e dependente dos próximos indicadores, com parte do comitê defendendo cautela para evitar flexibilização prematura.
Pedidos de seguro-desemprego nos EUA caem para 199 mil e reforçam quadro de demissões contidas – O Departamento do Trabalho informou nesta quarta-feira (31) que os pedidos iniciais recuaram para 199 mil na semana encerrada em 27 de dezembro, mantendo o sinal de baixa rotatividade no mercado de trabalho. Os pedidos continuados também cederam para 1,866 milhão na semana até 20 de dezembro, com leitura ainda sujeita a ruídos sazonais típicos do período de feriados.
Indústria da zona do euro encerra 2025 em contração, com piora de produção e pedidos – A S&P Global, em parceria com o Hamburg Commercial Bank, mostrou nesta sexta-feira (02) que o PMI manufatureiro da zona do euro caiu para 48,8 em dezembro, de 49,6 em novembro, e voltou a indicar deterioração mais forte no fim do ano. A pesquisa apontou queda de produção e enfraquecimento mais intenso de novos pedidos, com a Alemanha mantendo desempenho mais fraco, enquanto a França destoou com melhora relevante.
China impõe tarifa adicional de 55% acima das cotas e eleva risco de restrição para exportadores de carne bovina – O Ministério do Comércio chinês anunciou nesta quarta-feira (31), a adoção de medidas de salvaguarda que aplicam tarifa adicional de 55% para volumes que excederem as cotas anuais por país. A regra entra em vigor em 1º de janeiro de 2026 e terá duração de três anos, até 31 de dezembro de 2028, com cota do Brasil em 1,106 milhão de toneladas no primeiro ano, o que sugere potencial de impacto dado o volume embarcado recentemente.
Acordo Mercosul União Europeia deve avançar em janeiro, mas resistência segue no radar –
A assinatura do tratado, esperada para dezembro, foi adiada por falta de consenso entre países europeus e pode ocorrer nas próximas semanas. O presidente Lula indicou que a formalização é esperada para janeiro de 2026, enquanto a oposição liderada por França e Itália continua condicionando o avanço do acordo a salvaguardas e exigências adicionais.
