OVERVIEW – 06.03.2026

INTERNACIONAL

Atividade econômica dos EUA desacelera em fevereiro – De acordo com dados divulgados pela S&P Global nesta segunda-feira (2) e quarta-feira (4) respectivamente, os PMIs dos Estados Unidos mostraram perda de fôlego em fevereiro. O PMI industrial caiu de 52,4 em janeiro para 51,6 em fevereiro enquanto o PMI de serviços recuou de 52,7 para 51,7. Já o PMI composto passou de 53,0 para 51,9. Apesar da desaceleração, os indicadores seguiram acima de 50 pontos, sinalizando que a atividade econômica americana continuou em expansão no período, ainda que em ritmo mais moderado.

Zona do euro volta a mostrar avanço da atividade em fevereiro – De acordo com dados divulgados pela S&P Global na segunda-feira (2) e na quarta-feira (4), respectivamente, os PMIs da zona do euro apontaram avanço da atividade em fevereiro. No setor de serviços, o índice subiu de 51,6 para 51,9, refletindo melhora da demanda, ainda que em ritmo moderado. Na indústria, o PMI avançou de 49,5 para 50,8, voltando ao campo expansionista e atingindo o maior nível em 44 meses, com apoio do aumento das novas encomendas e da produção. Apesar do resultado mais favorável, os levantamentos também indicaram intensificação das pressões de custos, especialmente com energia, salários e transporte, o que tende a reforçar a cautela do Banco Central Europeu quanto ao espaço para novos cortes de juros.

PMIs da China mostram sinais mistos em fevereiro – Segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS) e pela S&P Global nesta quarta-feira (4), os indicadores de atividade da China trouxeram sinais divergentes em fevereiro. O PMI industrial oficial recuou de 49,3 para 49,0, permanecendo em território de contração, enquanto o PMI não manufatureiro subiu de 49,4 para 49,5. Em sentido oposto, a pesquisa privada da S&P Global apontou avanço mais forte da atividade, com o PMI industrial subindo de 50,3 para 52,1, o PMI de serviços avançando de 52,3 para 56,7 e o PMI composto passando de 51,6 para 55,4. Assim, o conjunto dos dados reforça a leitura de uma recuperação ainda desigual da economia chinesa, com melhora em parte dos segmentos, mas sem dissipar totalmente as incertezas sobre a trajetória do crescimento.

Payroll dos EUA frustra expectativas em fevereiro – Conforme dados divulgados pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos da América (EUA) nesta sexta-feira (6), a economia americana perdeu 92 mil vagas fora do setor agrícola em fevereiro, contrariando a expectativa de abertura de 59 mil postos. Além disso, a taxa de desemprego subiu de 4,3% para 4,4%, reforçando sinais de desaceleração no mercado de trabalho. O resultado tende a ampliar a atenção dos investidores sobre os próximos passos do Federal Reserve, em um contexto no qual a atividade segue em expansão, mas já mostra perda gradual de fôlego.

PIB da zona do euro é revisado para baixo no quarto trimestre de 2025 – De acordo com dados finais divulgados pela Eurostat nesta sexta-feira (6), o PIB da zona do euro cresceu 0,2% no quarto trimestre de 2025 frente aos três meses anteriores, abaixo da leitura preliminar de 0,3%. Na comparação anual, a economia do bloco avançou 1,2% entre outubro e dezembro, também abaixo da estimativa inicial de 1,3%. A revisão reforça a percepção de crescimento ainda moderado na região, apesar dos sinais recentes de melhora captados pelos indicadores de atividade.

NACIONAL

PMIs do Brasil mostram contraste entre serviços e indústria em fevereiro – De acordo com dados divulgados pela S&P Global na segunda-feira (2) e na quarta-feira (4) respectivamente, os indicadores de atividade econômica do Brasil mostraram desempenho misto em fevereiro. O PMI industrial subiu de 47,0 para 47,3, mas permaneceu abaixo de 50 pontos pelo décimo mês seguido, sinalizando continuidade da retração no setor manufatureiro. Já o PMI de serviços avançou de 51,3 para 53,1, indicando aceleração da atividade e melhora da demanda. Com isso, o PMI composto passou de 49,9 para 51,3, retornando ao campo expansionista, ainda que o quadro siga marcado pela fraqueza da indústria e por pressões de custos.

Economia brasileira desacelera em 2025, com perda de fôlego no fim do ano – dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3), o PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025, abaixo dos 3,4% registrados em 2024, confirmando uma desaceleração da atividade. O resultado do ano foi sustentado principalmente pela agropecuária, enquanto serviços e indústria avançaram em ritmo mais moderado. No quarto trimestre, a economia cresceu apenas 0,1% frente aos três meses anteriores, sinalizando enfraquecimento ao longo do segundo semestre e um encerramento de ano com dinamismo mais contido.

Desemprego no Brasil fica em 5,4% no trimestre até janeiro – De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (5), a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, em linha com o esperado pelo mercado. Embora tenha havido leve alta em relação ao trimestre anterior, o resultado segue abaixo do observado no mesmo período do ano passado, sinalizando que o mercado de trabalho continua relativamente aquecido. O dado reforça a percepção de resiliência da atividade doméstica, sobretudo pelo suporte da renda às famílias, em um contexto no qual o Banco Central ainda monitora os efeitos dessa sustentação sobre a inflação.

Balança comercial do Brasil registra superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro – De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (5), a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,208 bilhões em fevereiro. No mês, as exportações somaram US$ 26,306 bilhões, com alta de 15,6% na comparação com fevereiro de 2025, enquanto as importações totalizaram US$ 22,098 bilhões, com queda de 4,8%. A corrente de comércio chegou a US$ 48,4 bilhões, avanço de 5,3% na mesma base de comparação.

Fluxo estrangeiro na B3 soma R$ 16,1 bilhões em fevereiro – De acordo com dados consolidados pela B3 e divulgados nesta quarta-feira (4), o fluxo líquido de capital estrangeiro na bolsa brasileira somou R$ 16,09 bilhões em fevereiro. Com isso, o ingresso acumulado em 2026 chegou a R$ 42,56 bilhões até o fim de fevereiro, considerando operações como IPOs e follow-ons. Excluindo essas ofertas, o saldo no ano ficou em R$ 42,41 bilhões, indicando que o movimento foi majoritariamente direcionado ao mercado secundário.

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