Overview – 07.02.25

UM OLHO NO BRASIL

Banco Central divulga a Ata do Copom. O Banco Central divulgou nesta terça-feira (4) a Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em 28 e 29 de janeiro. O colegiado decidiu, por unanimidade, elevar a Selic em 1,00 p.p., para 13,25% ao ano, conforme sinalizado na reunião de dezembro. No cenário externo, o Copom destacou incertezas econômicas e geopolíticas. No ambiente doméstico, observou que os indicadores de atividade e mercado de trabalho seguem dinâmicos. O Comitê avaliou que o cenário inflacionário de curto prazo continua adverso, com projeções de 5,2% para o fechamento de 2025 e 4,0% para o terceiro trimestre de 2026. Antecipou ainda uma nova alta de 1,00 p.p. na taxa Selic na próxima reunião, caso o cenário esperado se confirme.

Produção industrial recua 0,3% em dezembro, mas cresce 3,1% em 2024. O IBGE informou nesta quarta-feira (5) que a produção industrial brasileira caiu 0,3% em dezembro frente a novembro, reforçando sinais de desaceleração econômica em 2025. Apesar disso, o setor acumulou alta de 3,1% em 2024. “O crescimento da indústria em 2024 foi impulsionado por fatores como maior inclusão no mercado de trabalho, queda no desemprego, aumento da massa salarial e do consumo das famílias, beneficiado por estímulos fiscais, maior renda e expansão do crédito”, explicou André Macedo, gerente da pesquisa no IBGE. A queda mensal foi influenciada pelo recuo de 3,0% em máquinas e equipamentos e de 2,5% em produtos de borracha e plástico. Já no acumulado do ano, destacaram-se os avanços de 12,5% na produção de veículos, 14,7% em equipamentos de informática e eletrônicos, e 12,2% em máquinas e materiais elétricos.

Brasil registra fluxo cambial negativo de US$ 6,7 bi em janeiro. Conforme dados preliminares divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (05), o Brasil fechou o mês de janeiro com fluxo cambial total negativo de US$ 6,7 bilhões, em movimento puxado tanto pela via financeira quanto comercial. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$ 4,562 bilhões em janeiro, enquanto pelo canal comercial, o saldo foi negativo em US$ 2,137 bilhões. Na semana passada, de 27 a 31 de janeiro, o fluxo cambial total foi positivo em US$ 1,253 bilhão.

PMI de serviços do Brasil cai para 47,6 em janeiro, menor nível desde 2021. O PMI de serviços do Brasil recuou para 47,6 em janeiro, ante 51,6 em dezembro, segundo pesquisa da S&P Global divulgada nesta quarta-feira (5). Foi a primeira vez desde setembro de 2023 que o índice ficou abaixo de 50, indicando contração. Esse é o menor nível desde abril de 2021, refletindo a queda na entrada de novos negócios e a consequente redução na produção. A fraqueza da demanda foi apontada como principal fator para a perda de fôlego do setor. Já o PMI industrial subiu para 50,7 em janeiro, após 50,4 em dezembro, sugerindo estagnação, enquanto o setor enfrentou preocupações com política fiscal, condições monetárias e câmbio, que pressionaram os custos. O PMI Composto também entrou em território de contração, caindo de 51,5 para 48,2, o menor nível desde abril de 2021, impactado pelo fraco desempenho dos serviços.

OUTRO NO MUNDO

PMI Composto dos EUA recua para 52,7 em janeiro. A S&P Global informou nesta quarta-feira (5) que o índice de gerentes de compras (PMI) composto dos Estados Unidos, que abrange serviços e indústria, caiu de 55,4 em dezembro para 52,7 em janeiro. Apesar da queda, o resultado superou a leitura preliminar de 52,4. O PMI de serviços também recuou, passando de 56,8 para 52,9, abaixo da expectativa de 53,0, mas ligeiramente acima da leitura preliminar de 52,8. Já o PMI industrial subiu para 51,2, superando a projeção de 50,1 e marcando o primeiro nível acima de 50 desde junho de 2024. “Um aumento renovado na produção industrial coincidiu com a desaceleração da atividade de serviços. A expansão de novos negócios também perdeu força, mas a criação de empregos acelerou e atingiu o nível mais forte desde junho de 2022”, destacou a S&P Global.

Balança comercial dos EUA tem déficit de US$ 98,4 bi em dezembro. Segundo dados publicados nesta quarta-feira (05) pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, o déficit comercial de bens e serviços do país em dezembro foi de US$ 98,4 bilhões, acima do déficit revisado de novembro, de US$ 78,9 bilhões. Em dezembro, as exportações caíram 2,6% ante o mês anterior, para US$ 266,5 bilhões. Já as importações subiram 3,5%, a US$ 364,9 bilhões, na mesma comparação.

EUA criam 143 mil vagas em janeiro, abaixo do esperado. Os Estados Unidos criaram 143 mil empregos em janeiro, abaixo da projeção de 169 mil, segundo o relatório payroll divulgado nesta sexta-feira (7) pelo Departamento do Trabalho. No entanto, os dados de dezembro foram revisados para cima, de 256 mil para 307 mil vagas. A desaceleração na criação de empregos era esperada devido a fatores como incêndios florestais na Califórnia e o clima frio no país. Já a taxa de desemprego recuou de 4,1% para 4,0%, abaixo das previsões. “O número de desempregados permaneceu praticamente estável em 6,8 milhões”, informou o Departamento do Trabalho.

PMI de serviços da zona do euro cai a 51,3 em janeiro. Segundo pesquisa final divulgada nesta quarta-feira (05) pela S&P Global em parceria com o Hamburg Commercial Bank, o PMI de serviços da zona do euro caiu de 51,6 em dezembro para 51,3 em janeiro, abaixo das projeções e da estimativa preliminar, que indicavam queda a 51,4. O PMI industrial, por sua vez, subiu para 50,2 em janeiro, em comparação com 49,6 de dezembro, indo ao patamar de expansão e subindo ligeiramente acima das previsões. Já o PMI composto do bloco, que engloba serviços e indústria, avançou de 49,6 para 50,2 no mesmo período, confirmando a leitura preliminar.

Vendas no varejo da zona do euro caem 0,2% em dezembro. Conforme dados com ajustes sazonais publicados nesta quinta-feira (06) pela Eurostat, agência oficial de estatísticas da União Europeia, as vendas no varejo da zona do euro caíram 0,2% em dezembro ante novembro de 2024, em linha com a previsão dos analistas. Na comparação anual, as vendas do setor varejista do bloco tiveram expansão de 1,9% em dezembro. Os dados das vendas de novembro foram revisados, passando a mostrar estabilidade ante outubro e expansão de 1,6% na comparação anual.

Inflação da zona do euro sobe para 2,5% em janeiro. A inflação anual ao consumidor (CPI) da zona do euro acelerou para 2,5% em janeiro, ante 2,4% em dezembro, segundo dados preliminares da Eurostat divulgados nesta segunda-feira (3). O resultado superou as projeções de estabilidade em 2,4%, impulsionado pelo aumento dos custos de energia, embora a inflação subjacente tenha se mantido estável e a inflação de serviços tenha recuado. O núcleo do CPI, que exclui energia e alimentos, registrou alta anual de 2,7%, repetindo a variação de dezembro e em linha com as expectativas. Apesar da leve alta, a inflação segue uma trajetória que pode permitir ao Banco Central Europeu (BCE) reduzir mais os juros, possivelmente já em março, diante do crescimento econômico fraco e de uma possível guerra comercial com os EUA.

Atividade industrial e de serviços da China perde força em janeiro. Segundo a leitura final da S&P Global em parceria com a Caixin, divulgada nesta segunda-feira (3), o PMI de serviços recuou de 52,2 em dezembro para 51,0 em janeiro, abaixo das projeções de alta a 52,3. A atividade de serviços da China expandiu em um ritmo mais lento em janeiro, embora a confiança das empresas tenha melhorado. Já o PMI industrial caiu de 50,5 em dezembro para 50,1 em janeiro. Apesar da queda, permaneceu acima da marca de 50 que separa expansão de contração. Com o resultado, o índice ficou acima de 50 pelo quarto mês consecutivo, indicando expansão da atividade industrial.

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