UM OLHO NO BRASIL
IPCA sobe 0,82% em setembro e acumula alta de 4,58% em 12 meses – Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,82% em setembro, após a queda de 0,32% registrada em agosto. O resultado ficou acima da expectativa do mercado, que apontava alta de 0,73% no mês, segundo pesquisa da Reuters. Em 12 meses, a inflação acumulou 4,58%. Entre os grupos pesquisados, Habitação apresentou a maior alta e o principal impacto sobre o índice, influenciado especialmente pelo avanço da energia elétrica residencial, enquanto Transportes e Alimentação e bebidas também registraram elevação no período.
Balança comercial brasileira registra superávit – De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro, resultado 146,4% superior ao observado no mesmo período de 2025. As exportações somaram US$ 34,4 bilhões, com crescimento de 12,9% na comparação anual, enquanto as importações totalizaram US$ 26,7 bilhões. Entre os principais produtos exportados destacaram-se petróleo bruto, soja e minério de ferro. No acumulado de janeiro a setembro, o saldo comercial positivo alcançou US$ 62,4 bilhões, reforçando a contribuição do comércio exterior para a economia brasileira.
PMI de serviços do Brasil recua em setembro – Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (5) pela S&P Global, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor de serviços brasileiro caiu de 50,5 pontos em agosto para 49,2 em setembro, retornando ao território de contração. O resultado refletiu a redução da atividade, dos novos pedidos e do emprego, em meio à postura mais cautelosa de empresas e consumidores diante das incertezas políticas e econômicas. O PMI Composto, que reúne indústria e serviços, também recuou, passando de 49,1 para 47,4 pontos, indicando enfraquecimento da atividade do setor privado. Apesar disso, houve desaceleração das pressões sobre os custos, enquanto as expectativas empresariais para os próximos meses permaneceram positivas.
Ibovespa supera 200 mil pontos após resultado do primeiro turno – Conforme observado nos mercados nesta segunda-feira (5), o Ibovespa registrou forte valorização e superou pela primeira vez a marca dos 200 mil pontos, encerrando o pregão aos 206.911,89 pontos, com alta de 7,70%. O movimento ocorreu após a divulgação do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais e foi acompanhado pela valorização do real e pela queda das taxas futuras de juros. A reação refletiu uma reavaliação do prêmio de risco dos ativos brasileiros pelos investidores, embora os mercados permaneçam sensíveis às perspectivas fiscais, monetárias e políticas para os próximos meses.Fluxo cambial brasileiro acumula entrada líquida de US$ 11,5 bilhões em 2026 – Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Banco Central (BC), o fluxo cambial brasileiro acumulou saldo positivo de US$ 11,5 bilhões no ano até 2 de outubro, indicando entrada líquida de moeda estrangeira no país. Apesar do resultado positivo no acumulado, setembro registrou saída líquida de aproximadamente US$ 5,09 bilhões, pressionada principalmente pelo canal financeiro, que reúne operações de investimentos e outras movimentações de capitais. O desempenho evidencia a volatilidade dos fluxos de recursos externos e a influência das condições financeiras internacionais sobre o mercado cambial brasileiro.
…E OUTRO NO MUNDO
Ata do Fed reforça preocupação com inflação – Conforme a ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), divulgada nesta quarta-feira (7), os dirigentes avaliaram que a inflação permanece elevada em relação à meta de 2% e que a atividade econômica segue resiliente. Na reunião, o comitê decidiu elevar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano. O documento mostrou que os membros seguem atentos à persistência das pressões inflacionárias e reforçou que as próximas decisões dependerão da evolução dos indicadores econômicos e dos riscos para inflação, atividade e mercado de trabalho.
Ata do BCE reforça riscos inflacionários – De acordo com a ata da reunião de setembro do Banco Central Europeu (BCE), divulgada nesta quinta-feira (8), os dirigentes continuam preocupados com a persistência da inflação e com os riscos decorrentes, principalmente, dos preços de energia. Apesar disso, o documento e declarações recentes de membros da autoridade monetária reduziram as expectativas de uma nova elevação dos juros já no curto prazo. O BCE segue adotando uma postura dependente dos dados, avaliando a trajetória da inflação, da atividade econômica e das condições financeiras antes das próximas decisões de política monetária.
Reservas cambiais da China recuam em setembro – Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Banco do Povo da China (PBoC), as reservas internacionais em moeda estrangeira do país recuaram US$ 38,1 bilhões em setembro, encerrando o mês em US$ 3,4 trilhões. O movimento foi associado, entre outros fatores, ao fortalecimento do dólar e à alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, que reduziram o valor de parte dos ativos mantidos pelo país. Em sentido contrário, as reservas de ouro da China aumentaram para 77,47 milhões de onças troy finas, ante 76,73 milhões em agosto.
Petróleo sobe com aumento das tensões no Oriente Médio e riscos à oferta – Conforme observado nos mercados nesta quinta-feira (8), os preços internacionais do petróleo avançaram diante da renovação das preocupações com possíveis interrupções na oferta global da commodity. O movimento refletiu o aumento das tensões no Oriente Médio, ataques a embarcações e riscos ao fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz, além da redução temporária da produção no Golfo do México em razão da aproximação de um furacão. O cenário mantém elevada a volatilidade da commodity e amplia as preocupações com possíveis impactos sobre os custos de energia e a inflação global.
Euro cai à mínima em 17 meses ante o dólar com riscos fiscais na França – De acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (8), o euro atingiu o menor nível em 17 meses frente ao dólar, pressionado pelas preocupações com as contas públicas da França e pelo aumento das incertezas políticas na Europa. As dúvidas sobre a capacidade do governo francês de reduzir o déficit orçamentário, somadas à elevação dos rendimentos dos títulos públicos do país, ampliaram a percepção de risco entre os investidores. O movimento também se refletiu em outros mercados europeus e levou os agentes a reduzirem as apostas em novas altas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), diante da maior volatilidade nos mercados de dívida soberana.
