UM OLHO NO BRASIL
IPCA sobe 0,58% em maio e acumula alta de 4,72% em 12 meses – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (12) que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,58% em maio, desacelerando em relação à alta de 0,67% registrada em abril. Com o resultado, o índice acumula alta de 3,20% no ano e de 4,72% em 12 meses, acima dos 4,39% observados no período imediatamente anterior. O resultado foi pressionado principalmente pelo grupo Alimentação e bebidas, enquanto Transportes ajudou a conter uma alta mais intensa do índice, refletindo o recuo dos combustíveis no período. Apesar da desaceleração mensal, a inflação acumulada em 12 meses voltou a se afastar do centro da meta, mantendo o tema no centro das atenções para a condução da política monetária.
Setor de serviços cresce 1,2% em abril e recupera perdas de março – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (11) que o volume de serviços no Brasil avançou 1,2% em abril, após queda de 1,1% em março. Foi a primeira alta do setor em seis meses, deixando a atividade 19,9% acima do nível pré-pandemia e apenas 0,3% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Na comparação com abril de 2025, o setor cresceu 1,9%, enquanto no acumulado do ano avançou 2,2% e, em 12 meses, 2,9%. O resultado foi acompanhado por todas as cinco atividades pesquisadas, com destaque para transportes. Apesar da recuperação no mês, o setor ainda opera em um ambiente de juros elevados, que pode limitar uma aceleração mais forte da atividade nos próximos períodos.
Banco Mundial revisa para baixo projeção do PIB do Brasil em 2026 – O Banco Mundial revisou nesta semana sua estimativa de crescimento para a economia brasileira em 2026, passando de 2,0% para 1,9%. Para 2027, a projeção também foi reduzida, de 2,3% para 2,0%. A revisão ocorre em um cenário de juros ainda elevados, inflação acima da meta e desaceleração esperada do consumo, fatores que tendem a limitar uma aceleração mais forte do PIB. O dado reforça uma leitura de crescimento mais contido para a economia brasileira no curto prazo, em linha com o cenário de política monetária restritiva e maior cautela nas projeções globais.
IGP-DI desacelera em maio, mas fica acima do esperado – A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta terça-feira (09) que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,87% em maio, desacelerando em relação à alta de 2,41% registrada em abril. Apesar da perda de força, o resultado ficou acima da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,77%. Com o dado, o índice acumula alta de 3,82% no ano e de 2,53% em 12 meses. A desaceleração foi influenciada principalmente pelo menor ritmo dos preços ao produtor, com o IPA passando de 3,09% em abril para 0,95% em maio, enquanto o IPC e o INCC também perderam força no período. O resultado indica alívio em relação ao mês anterior, mas ainda mostra pressões relevantes em alguns componentes de custos, mantendo a atenção sobre a dinâmica dos preços no atacado.
Fluxo cambial brasileiro fica positivo em US$ 743 milhões em maio – O Banco Central divulgou nesta quarta-feira (03) que o fluxo cambial brasileiro registrou entrada líquida de US$ 743 milhões em maio. O resultado foi sustentado pelo canal comercial, que apresentou saldo positivo de US$ 8,653 bilhões no mês, enquanto o canal financeiro registrou saída líquida de US$ 7,910 bilhões. No acumulado de 2026 até maio, o fluxo cambial total ficou positivo em US$ 14,051 bilhões, refletindo superávit de US$ 24,306 bilhões no fluxo comercial e saída líquida de US$ 10,254 bilhões pelo canal financeiro. Os dados mostram que o fluxo comercial continuou contribuindo para a entrada de divisas no país, enquanto o canal financeiro seguiu no campo negativo, em meio a um ambiente de maior seletividade dos investidores.
…E OUTRO NO MUNDO
Balança comercial dos EUA melhora em abril com avanço das exportações – O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou nesta segunda-feira (09) que o déficit da balança comercial norte-americana caiu 1,2% em abril, para US$ 55,88 bilhões, ante US$ 56,59 bilhões em março. O resultado veio praticamente em linha com as expectativas do mercado. A melhora foi influenciada pelo aumento de 2,6% das exportações, que somaram US$ 327,10 bilhões, enquanto as importações avançaram 2,0%, para US$ 382,98 bilhões. O dado indica melhora pontual no saldo comercial dos EUA, embora o déficit ainda permaneça elevado, refletindo a dinâmica do comércio exterior norte-americano e a força da demanda por bens e serviços importados.
Inflação dos EUA sobe 0,5% em maio, em linha com o esperado – O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (10) que o índice de preços ao consumidor (CPI) avançou 0,5% em maio, em linha com as expectativas do mercado. Em 12 meses, a inflação acumulou alta de 4,2%, acelerando em relação ao mês anterior. Já o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% no mês e 2,9% em 12 meses, indicando uma dinâmica mais moderada nos componentes subjacentes da inflação. Apesar do resultado dentro do esperado, o índice cheio ainda permanece acima da meta perseguida pelo Federal Reserve, mantendo a cautela em relação ao início do ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos.
Balança comercial da China supera expectativas em maio – A Administração Geral das Alfândegas da China divulgou nesta terça-feira (09) que a balança comercial chinesa registrou superávit de US$ 105,43 bilhões em maio, acima das expectativas do mercado e superior ao saldo de US$ 84,80 bilhões observado em abril. O resultado foi impulsionado pelo avanço de 19,4% das exportações na comparação anual, favorecido pela demanda externa por bens industriais, tecnologia, semicondutores e produtos ligados à inteligência artificial. As importações também cresceram de forma expressiva, com alta de 27,4% no período, refletindo maior demanda por insumos e componentes. Apesar do resultado positivo, a leitura ainda exige cautela, diante das tensões comerciais globais e da necessidade de sustentação da demanda doméstica chinesa nos próximos meses.
BCE eleva juros pela primeira vez em quase três anos – O Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira (11) elevar suas três principais taxas de juros em 0,25 p.p., em resposta à aceleração da inflação e ao aumento das incertezas externas. Com a decisão, a taxa de depósito passará para 2,25%, a taxa de refinanciamento para 2,40% e a taxa de empréstimo marginal para 2,65%, com vigência a partir de 17 de junho. A medida marcou a primeira alta de juros do BCE desde 2023 e reforça a postura mais cautelosa da autoridade monetária diante das pressões sobre preços, especialmente em um cenário de maior volatilidade nos mercados de energia e riscos geopolíticos. Para os mercados, a decisão indica que o ciclo de política monetária na zona do euro seguirá dependente dos próximos dados de inflação e atividade econômica.
Negociações entre EUA e Irã seguem sem acordo definitivo – A imprensa estatal do Irã informou nesta sexta-feira (12) a existência de um projeto de acordo com os Estados Unidos para tentar reduzir as tensões no Oriente Médio, mas sem concessões sobre o controle do Estreito de Ormuz e com as discussões sobre o programa nuclear iraniano ainda pendentes. Apesar de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter indicado a possibilidade de assinatura nos próximos dias, o governo iraniano afirmou que ainda não chegou a uma conclusão definitiva sobre o acordo.
UM OLHO NO BRASIL…
Fluxo cambial registra entrada líquida de US$ 2,6 bilhões na primeira semana de junho – O Banco Central divulgou nesta terça-feira (10) que o fluxo cambial brasileiro registrou entrada líquida de US$ 2,588 bilhões em junho até o dia 5. O resultado foi sustentado pelo canal comercial, que apresentou saldo positivo de US$ 2,074 bilhões no período, enquanto o canal financeiro também registrou entrada líquida, de US$ 515 milhões. No acumulado de 2026 até 5 de junho, o fluxo cambial total ficou positivo em US$ 16,640 bilhões. Os dados mostram que o fluxo comercial continuou contribuindo para a entrada de divisas no país, com reforço adicional do canal financeiro no início do mês.
