INTERNACIONAL
Pedidos de seguro-desemprego nos EUA recuam – Conforme dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego recuaram para 213 mil na semana encerrada em 7 de março, levemente abaixo da expectativa de mercado, de 215 mil. Além disso, a média móvel de quatro semanas caiu para 212 mil, enquanto os pedidos continuados recuaram para 1,85 milhão na semana anterior, sinalizando que o mercado de trabalho norte-americano segue relativamente resiliente no curto prazo.
PIB dos EUA cresce 0,7% no 4º trimestre de 2025, abaixo do esperado – De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Bureau of Economic Analysis, o PIB norte-americano avançou a uma taxa anualizada de 0,7% no quarto trimestre de 2025, abaixo da estimativa anterior de 1,4% e bem abaixo do crescimento de 4,4% registrado no terceiro trimestre. A revisão refletiu desempenho mais fraco do consumo, das exportações, dos gastos do governo e do investimento, reforçando a leitura de desaceleração da atividade no fim do ano. Além disso, a medida de demanda doméstica privada também foi revista para baixo, o que sugere perda de fôlego mais disseminada na economia americana.
Produção industrial cai 1,5% na zona do euro em janeiro – Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13) pela Eurostat, a produção industrial da zona do euro recuou 1,5% em janeiro ante dezembro, resultado bem abaixo da expectativa do mercado. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 1,2%, sinalizando perda de tração da atividade industrial no início de 2026. O resultado refletiu principalmente o desempenho mais fraco de segmentos como bens intermediários, bens de capital e bens de consumo, em um ambiente ainda marcado por demanda enfraquecida e incertezas no cenário externo.
Exportações da China avançam com força no início de 2026 – Conforme dados divulgados nesta terça-feira (10) mostraram que o setor externo chinês começou o ano em ritmo forte, com crescimento expressivo das exportações e das importações no primeiro bimestre. O movimento reforça a importância da demanda externa como suporte para a atividade econômica do país,
especialmente em um contexto no qual o mercado interno ainda apresenta sinais mais moderados. Apesar do resultado positivo, permanece a avaliação de que a economia chinesa segue dependendo em boa medida do desempenho do comércio exterior para sustentar o crescimento ao longo de 2026.
Integrante do Comitê Executivo do BCE reforça cautela diante dos riscos para a inflação – Em fala divulgada nesta quarta-feira (11), Isabel Schnabel, membro do Comitê Executivo do Banco Central Europeu, chamou atenção para os riscos de pressão inflacionária na zona do euro, em um ambiente marcado por energia mais cara e maior incerteza geopolítica. A sinalização reforça a leitura de que, mesmo com a inflação mais próxima da meta, o BCE ainda deve manter postura prudente, avaliando se esses choques podem voltar a contaminar os preços de forma mais persistente.
NACIONAL
IPCA sobe 0,70% em fevereiro e acumula alta de 3,81% em 12 meses – O IPCA avançou 0,70% em fevereiro, após alta de 0,33% em janeiro, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (12). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses recuou de 4,44% para 3,81%, permanecendo dentro da banda de tolerância da meta. No mês, Educação exerceu a principal pressão, em razão dos reajustes sazonais do início do ano letivo, enquanto Transportes também contribuiu de forma relevante, com destaque para a alta das passagens aéreas. Além disso, grupos como Saúde e cuidados pessoais, Habitação e Alimentação e bebidas também registraram avanço no período.
Setor de serviços cresce 0,3% em janeiro e volta ao nível recorde – Conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (13), o volume de serviços avançou 0,3% em janeiro na comparação com dezembro, recuperando parte da perda observada no mês anterior e igualando o maior nível da série histórica. Na comparação com janeiro de 2025, o setor registrou alta de 3,3%, mantendo um quadro de resiliência da atividade no início de 2026. O desempenho do mês foi puxado principalmente pelos segmentos de outros serviços, informação e comunicação e transportes, enquanto a média móvel trimestral ficou estável, sugerindo ritmo mais moderado na margem.
Vendas do varejo variam 0,4% em janeiro – Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (11), o volume de vendas do comércio varejista variou 0,4% em janeiro frente a dezembro, retomando o nível recorde da série e sinalizando estabilidade em patamar elevado no início de 2026. Na comparação com janeiro do ano passado, o avanço foi de 2,8%, com desempenho positivo em seis das oito atividades pesquisadas. No varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, houve alta de 0,9% na margem, reforçando um início de ano ainda sustentado para o consumo.
Fluxo cambial segue positivo no ano, apesar de saída no início de março – Conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (11), o fluxo cambial brasileiro acumulou entrada líquida de US$ 6,599 bilhões em 2026 até 6 de março. No entanto, apenas no início de março, o saldo ficou negativo em US$ 3,897 bilhões, refletindo principalmente a saída pelo canal financeiro. No acumulado do ano, o canal financeiro registra ingresso líquido de US$ 2,316 bilhões, enquanto o comercial soma entrada de US$ 4,283 bilhões, indicando que, apesar da piora pontual na margem, o balanço cambial ainda permanece favorável no ano.
Fazenda mantém projeção de crescimento do PIB em 2,3% para 2026 e eleva estimativa de inflação – De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (13) pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, a projeção para o crescimento do PIB brasileiro em 2026 foi mantida em 2,3%, enquanto a estimativa para o IPCA subiu de 3,6% para 3,7%. A revisão da inflação reflete principalmente o impacto da alta do petróleo e mudanças na projeção do câmbio, em meio às tensões no Oriente Médio. Segundo a pasta, o cenário base ainda considera um choque temporário, o que ajuda a limitar os efeitos sobre a atividade, embora o ambiente externo tenha se tornado mais desafiador.
