Overview – 14/11/24

UM OLHO NO BRASIL

Copom divulga Ata de sua última reunião. O Banco Central do Brasil divulgou, nesta terça-feira (12), a Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ocorrida nos dias 05 e 06 de outubro. Na ocasião, o colegiado decidiu em unanimidade pela elevação da taxa Selic em 0,50 p.p., para 11,25% a.a.. No que tange ao cenário doméstico, o Copom argumentou que o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho permanece demonstrando dinamismo. O Comitê avaliou que o cenário de curto prazo para a inflação se mostra mais desafiador, situando as projeções de inflação em 4,6% para o fechamento de 2024 e 3,9% para o encerramento de 2025. Em relação à política fiscal, o Copom afirmou que a execução de estratégias fiscais que sinalizem e reforcem o compromisso com o arcabouço fiscal nos próximos anos são importantes elementos para a ancoragem das expectativas de inflação. Em seus cenários, o Copom estima uma desaceleração no ritmo de crescimento dos gastos públicos ao longo do tempo e reforça a necessidade da sustentabilidade das regras fiscais.

Vendas no varejo crescem 0,5% em setembro. Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (12), as vendas varejistas no Brasil aumentaram 0,5% em setembro, voltando a crescer após recuar 0,2% em agosto. Contudo, o dado de setembro revelou um crescimento abaixo das expectativas de 1,1% no mês. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve avanço de 2,1%, contra expectativa de 3,7%. Já no trimestre encerrado em setembro, as vendas no varejo subiram 0,3%, desacelerando em relação aos avanços de 1,5% e 2,7% observados no segundo e primeiro trimestres de 2024, respectivamente. Das oito atividades pesquisadas, quatro apresentaram alta em setembro: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,5%), Combustíveis e lubrificantes (2,3%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, e de perfumaria (1,6%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3%). No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas cresceu 1,8% em setembro em relação ao mês anterior.

IBC-Br sobe 0,84% em setembro, acima das expectativas. Conforme dados divulgados nesta quinta-feira (14), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,84% em setembro, acelerando após avançar 0,24% em agosto. O dado veio acima das expectativas dos analistas, que esperavam alta de 0,50% no mês. Com o resultado, o indicador, que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 1,1% no trimestre encerrado em setembro e acumula alta de 3,28% no ano e de 2,97% em 12 meses. Já em relação ao mesmo mês de 2023, o crescimento foi de 5,1%.

Volume dos Serviços cresce 1,0% em setembro. Conforme dados publicados nesta quarta-feira (13) pelo IBGE, o volume de serviços do país cresceu 1% em setembro de 2024. Na comparação com setembro de 2023, na série sem ajuste sazonal, o volume de serviços cresceu 4%. No acumulado de 2024, o setor tem alta de 2,9%, enquanto em 12 meses o avanço é de 2,3%. Em setembro, houve alta em quatro das cinco atividades pesquisadas: profissionais, administrativos e complementares (1,4%); informação e comunicação (1,0%); transportes (0,7%) e serviços prestados às famílias (0,4%). O único recuo do mês foi em outros serviços (-0,3%).

Dívida pública bruta cai a 78,3% do PIB em setembro. De acordo com os dados publicados nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central, A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou setembro em 78,3%, caindo após 78,5% no mês anterior e abaixo das projeções de alta a 78,9%. Já a dívida líquida avançou ligeiramente, passando de 62,0% em agosto para 62,4% em setembro. A queda na dívida bruta decorreu de fatores como o resgate líquido de dívida, a valorização cambial e a variação do PIB nominal. Já a alta da dívida líquida refletiu os impactos da valorização cambial de 3,7% no mês e dos juros nominais apropriados. No mês, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 7,340 bilhões, abaixo das projeções de déficit de R$ 8,0 bilhões. No mesmo mês de 2023, houve déficit de R$ 18,1 bilhões. No acumulado de doze meses, o setor público registrou déficit de 245,6 bilhões de reais, equivalente a 2,15% do PIB.

OUTRO NO MUNDO

Inflação ao consumidor dos Estados Unidos sobe 0,2% em outubro. Segundo dados com ajuste sazonal divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Departamento do Trabalho americano, o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos subiu 0,2% em outubro, repetindo a variação do mês anterior, conforme o esperado. No acumulado de 12 meses, a inflação avançou de 2,4% em setembro para 2,6% em outubro, também em linha com as projeções. Já o núcleo do indicador, que exclui itens voláteis, como alimentos e energia, subiu 0,3%, igual a variação registrada em setembro e em linha com as estimativas. Na base anual, o índice variou 3,3%. Em outubro, o setor de habitação se destacou ao variar 0,4% em outubro, contribuindo para mais da metade do aumento do índice geral.

PIB da zona do euro cresce 0,4% no terceiro trimestre. Conforme a segunda leitura preliminar publicada nesta quinta-feira (14) pela Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia (UE), o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro subiu 0,4% no terceiro trimestre de 2024 ante o trimestre imediatamente anterior, em linha com as projeções e repetindo a leitura preliminar divulgada anteriormente. Na comparação anual, o PIB do bloco teve expansão de 0,9% no terceiro trimestre, também confirmando o dado publicado primeiramente e em linha com as estimativas.

Ata do BCE aponta corte de juros como medida cautelosa. O Banco Central Europeu (BCE) divulgou nesta quinta-feira (14) a ata da reunião ocorrida nos dias 16 e 17 de outubro, na qual decidiu cortar juros em 0,25 p.p., para 3,25% a.a.. Conforme o documento, o ajuste na taxa de juros foi realizado em um movimento cauteloso contra os riscos negativos para o crescimento e a inflação da zona do euro. “Agir agora poderia oferecer um seguro contra riscos negativos que poderiam levar a uma inflação abaixo da meta mais adiante e apoiaria um pouso suave”, afirmou o BCE na ata. A autoridade monetária apontou que mais afrouxamento está por vir, dada a fraqueza da economia e a diminuição das pressões dos preços, mesmo que o momento e o tamanho dos cortes permaneçam em aberto. “Se a desaceleração sinalizada pelos indicadores de atividade econômica e a surpresa negativa para a inflação se mostrarem temporárias, uma decisão de cortar juros agora poderia, a posteriori, ser considerada como uma mera antecipação do corte de dezembro”, acrescentou o BCE.

Produção industrial na zona do euro cai 2% em setembro. Segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (14) pela Eurostat, a produção industrial da zona do euro caiu 2% em setembro ante agosto, uma queda mais intensa do que as estimativas, de 1,3% no mês. Na comparação anual, a produção do bloco sofreu também contração maior do que a esperada, recuando 2,8% em setembro, acima da previsão de queda em 2%. A agência também revisou os números referentes ao mês de agosto, para alta mensal de 1,5% e queda anual de 0,1%.

China aprova pacote de dívida de US$ 1,4 trilhão como medida para impulsionar economia. Com o objetivo de reforçar sua economia através de medidas adicionais de estímulo ao crescimento do país, o governo da China aprovou um plano de 10 trilhões de yuans (US$ 1,4 trilhão), permitindo que governos locais refinanciem suas dívidas. O empréstimo, com limite de 6 trilhões de yuans (US$ 838 bilhões), seria permitido ao longo de três anos para ajudar governos regionais a substituir sua chamada “dívida oculta”, que era de, aproximadamente, 14,3 trilhões de yuans (US$ 1,99 trilhão) no final de 2023. As autoridades visam reduzir esse valor para 2,3 trilhões de yuans (US$ 320 bilhões) até 2028. Além disto, os governos locais terão acesso a uma cota separada de 4 trilhões de yuans (US$ 558 bilhões) na forma de títulos locais especiais ao longo de cinco anos, também com o objetivo de reduzir dívidas. Anos de restrições rígidas devido à pandemia e uma crise imobiliária esgotaram os cofres dos governos locais na China, deixando autoridades em todo o país lutando com montanhas de dívidas, levando alguns lugares a não fornecerem serviços básicos e estarem em alto risco de inadimplência. O anúncio da medida foi feito ao final de uma reunião de cinco dias do principal órgão legislativo da China, o Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo (NPC) e decepcionou o mercado, que esperava medidas mais agressivas para impulsionar o crescimento da economia.

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