INTERNACIONAL
Em meio a negociações e alívio nos preços do petróleo, Trump volta a afirmar que guerra com o Irã deve terminar em breve – Em discurso realizado em Las Vegas nesta quinta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que a guerra com o Irã “deve terminar muito em breve”, reforçando o tom mais otimista adotado pela Casa Branca em relação a uma possível solução negociada para o conflito. As declarações ocorrem em um contexto no qual permanece em vigor uma trégua temporária entre os dois países, enquanto autoridades norte-americanas e iranianas conduzem tratativas em Islamabad acerca de temas centrais, como o programa nuclear iraniano e as condições para a celebração de um acordo mais duradouro. No mercado, a sinalização de avanço diplomático contribuiu para a queda dos preços do petróleo no início desta sexta-feira (17). Ainda assim, o ambiente segue marcado por elevada incerteza, em função da fragilidade do cessar-fogo, das restrições ainda observadas no Estreito de Ormuz e do risco de novos episódios de tensão na região.
Pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos recuam para 207 mil – Segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos nesta quinta-feira (16), os pedidos iniciais de seguro-desemprego no país somaram 207 mil na semana encerrada no dia 11. O resultado representa uma queda de 11 mil em relação à semana anterior e ficou abaixo da expectativa de mercado, de 215 mil. A média móvel de quatro semanas, por sua vez, ficou em 209,75 mil. Já os pedidos continuados, referentes à semana encerrada em 4 de abril, avançaram 31 mil, para 1,818 milhão. Em conjunto, os dados indicam que o mercado de trabalho norte-americano segue resiliente, embora com sinais mistos e uma moderada acomodação na margem.
Inflação ao consumidor da zona do euro acelera em março – Conforme a leitura final divulgada pela Eurostat nesta quinta-feira (16), a inflação ao consumidor da zona do euro registrou alta de 2,6% na comparação anual em março, após avanço de 1,9% em fevereiro, ficando acima da leitura preliminar e da expectativa de mercado, de 2,5%. Na comparação mensal, o índice avançou 1,3%. O núcleo da inflação, que exclui energia e alimentos, apresentou alta de 2,3% em 12 meses, levemente abaixo dos 2,4% observados em fevereiro. O resultado reforça um cenário ainda pressionado para os preços na região, mantendo a inflação acima da meta de 2,0% do Banco Central Europeu.
PIB da China cresce 5,0% no primeiro trimestre, mas recuperação segue pressionada pela fraqueza do consumo e pelo cenário externo – Conforme dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China nesta quarta-feira (15), a economia chinesa cresceu 5,0% no primeiro trimestre de 2026, aceleração frente aos 4,5% observados no trimestre anterior e ficando acima da expectativa de mercado, de 4,8%. Em março, a produção industrial avançou 5,7% na comparação anual, enquanto as vendas no varejo cresceram 1,7%, sinalizando desempenho ainda desigual entre os setores industrial e de consumo. Apesar da resiliência no início do ano, o ambiente externo mais adverso, marcado pela elevação dos custos de energia e dos riscos para o comércio global, tende a manter pressão sobre a continuidade da recuperação da economia chinesa.
Na China, as exportações desaceleraram, enquanto as importações avançaram em março, reduzindo o superávit comercial – De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (14) pela Administração Geral das Alfândegas da China, as exportações do país cresceram 2,5% em março na comparação anual, abaixo das expectativas de mercado e em forte desaceleração frente ao ritmo observado nos dois primeiros meses do ano. Em sentido oposto, as importações subiram 27,8%, superando as projeções e refletindo, em parte, os impactos da guerra no Oriente Médio e da elevação dos custos de energia. Com isso, o superávit comercial chinês totalizou US$ 264,3 bilhões até o fim de março, representando recuo de 3,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.
NACIONAL
CNI eleva projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026, acima da estimativa do Banco Mundial – Após o Banco Mundial revisar para baixo sua projeção de crescimento do Brasil em 2026, de 1,8% para 1,6%, a Confederação Nacional da Indústria elevou sua estimativa para 2,0%, ante 1,8% na previsão anterior, indicando visão mais construtiva para a atividade doméstica. Segundo a CNI, a revisão publicada nesta sexta-feira (17), reflete o desempenho mais favorável da indústria extrativa, a melhora das perspectivas para a safra agropecuária e o comportamento mais positivo do setor de serviços nos primeiros meses do ano. Ainda assim, a entidade pondera que a qualidade do crescimento segue pressionada pelo baixo avanço dos investimentos, pelo nível ainda elevado dos juros e pelo ambiente externo mais incerto.
IBC-Br sobe 0,60% em fevereiro, resultado acima do esperado – Conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (16), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, avançou 0,60% em fevereiro na comparação com janeiro, superando a expectativa de mercado, de 0,47% no período. O indicador atingiu 110,9 pontos, o maior nível da série histórica, com alta de 1,1% no trimestre encerrado em fevereiro e avanço acumulado de 1,9% em 12 meses. Na abertura setorial, a indústria cresceu 1,2%, os serviços avançaram 0,3% e a agropecuária subiu 0,2%, sinalizando continuidade do crescimento da atividade econômica na margem. Apesar disso, na comparação com fevereiro de 2025, o índice recuou 0,27% na série sem ajuste sazonal, indicando que o desempenho ainda segue heterogêneo entre os diferentes segmentos da economia.
Setor de serviços cresce 0,5% em fevereiro na comparação anual – Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (14), o volume de serviços prestados no Brasil avançou 0,5% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2025, registrando o 23º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. No acumulado em 12 meses, o setor apresentou alta de 2,7%, mantendo-se em patamar elevado e igualando o nível recorde da série histórica. O resultado reforça a resiliência da atividade de serviços, ainda que em um ritmo marginalmente mais moderado.
Vendas do varejo crescem 0,6% e atingem novo recorde em fevereiro – Conforme dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (15), o volume de vendas do comércio varejista no Brasil avançou 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro, na série com ajuste sazonal, renovando o recorde da série histórica. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas cresceram 0,2%. O resultado indica continuidade da trajetória positiva do consumo, ainda que em ambiente de desaceleração econômica e juros elevados, reforçando a resiliência da atividade doméstica no início do ano.
