Overview – 19/01/24

UM OLHO NO BRASIL

IBC-Br tem leve alta em novembro. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) interrompeu uma sequência de três meses ao apresentar uma variação positiva de 0,01% em novembro. Apesar do avanço, o dado ficou aquém das expectativas do consenso de analistas da LSEG, que estimava uma alta de 0,10%. No trimestre encerrado em novembro, o indicador registrou uma queda de 0,49% em relação ao trimestre anterior, reforçando a desaceleração econômica. Em comparação com o mesmo trimestre de 2022, houve um crescimento de 1,20%. No acumulado do ano, o IBC-Br registra uma alta de 2,40%, e em 12 meses, de 2,31%.

Setor de serviços tem alta em novembro. Após três meses consecutivos de queda, o setor de serviços registrou uma elevação de 0,4% em novembro em relação a outubro, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve uma queda de -0,3%. Os dados ficaram abaixo das estimativas de analistas, conforme o consenso da Reuters, que previa uma alta de 0,5% na leitura mensal de novembro e uma queda de 0,2% na variação anual. No indicador acumulado do ano, o volume de serviços mostra um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2022. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento é de 3,0%.

Vendas no varejo sobem em novembro. As vendas do varejo brasileiro apresentaram uma ligeira alta de 0,1%, conforme informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação com novembro de 2022, registrou-se um aumento de 2,2% nas vendas. O consenso de analistas da LSEG projetava um crescimento de 0,1% nas vendas no mês e estimava um avanço de 2,1% na comparação anual. Com esse resultado, o setor acumula uma alta de 1,7% no ano e de 1,5% nos últimos 12 meses.

IGP-10 desacelera em janeiro. O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) apresentou uma alta de 0,42% em janeiro, valor inferior aos 0,62% registrados em dezembro. Em 12 meses, o índice acumula uma queda de 3,20%. O dado ficou ligeiramente abaixo da mediana das projeções captadas pelo consenso LSEG, que esperava uma alta de 0,43% no mês. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,42% em janeiro, quase a metade da variação de 0,81% do mês anterior. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,46% em janeiro, em comparação com 0,22% em dezembro. Em relação ao Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), houve um aumento de 0,39% em janeiro, ante 0,01% no mês anterior.

OUTRO NO MUNDO

Produção industrial dos EUA tem alta em dezembro. Os dados divulgados pelo Federal Reserve (Fed) indicaram um aumento de 0,1% na produção industrial dos Estados Unidos na transição de novembro para dezembro. Este resultado superou as expectativas, uma vez que o consenso de analistas da LSEG previa estabilidade (0,0%) no período. O dado referente a novembro em comparação com outubro foi revisado de um avanço de 0,2% para estabilidade.

Vendas no varejo dos EUA sobem em dezembro. As vendas no varejo nos Estados Unidos apresentaram um aumento de 0,6% em dezembro, em comparação com novembro, totalizando US$ 709,9 bilhões, de acordo com os dados ajustados sazonalmente divulgados pelo Departamento do Comércio. O resultado superou as expectativas dos analistas, conforme o consenso LSEG, que projetava um aumento de 0,4% no período. Na comparação anual de dezembro, as vendas no varejo registraram um crescimento de 5,6%.

CPI da zona do euro fecha 2023 em 2,9%. A taxa de inflação ao consumidor (CPI) anual na zona do euro atingiu 2,9% em dezembro, representando uma aceleração em relação ao mês anterior, que registrou 2,4%. Na variação mensal, houve um aumento de 0,2% na transição de novembro para dezembro. Esses dados estão em conformidade com as expectativas do consenso de analistas da LSEG, tanto para a leitura mensal quanto para a anual. No entanto, o núcleo da inflação na zona do euro apresentou uma queda na métrica anual, passando de 3,6% em novembro para 3,4% em dezembro. A variação mensal dessa medida foi de 0,5%. Quanto à União Europeia como um todo, a inflação anual atingiu 3,4% em dezembro de 2023, também superando os 3,1% registrados em novembro.

Ata do BCE aponta queda na inflação, mas segue dependente dos dados. Na ata referente à reunião de 13 e 14 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) destacou o recuo “acentuado” na inflação da zona do euro nos três meses anteriores, caracterizando-o como uma queda “encorajadora” e disseminada dos preços. No entanto, o documento aponta que o núcleo da inflação deve manter uma queda gradual, enquanto a inflação de serviços permanecerá resiliente. O BCE enfatiza que o aperto monetário seguirá “pelo tempo necessário”. A ata ressalta que, se mantida pelo tempo adequado, a atual política monetária é considerada suficiente para levar a inflação à meta estabelecida pelo BCE.

Produção industrial da zona do euro apresenta queda em novembro. A produção industrial na zona do euro registrou um recuo de 0,3% na transição de outubro para novembro de 2023, de acordo com dados ajustados sazonalmente reportados pela Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia. Este resultado ficou em linha com as previsões de analistas consultados pela FactSet. Em termos anuais, a produção industrial no bloco sofreu uma contração de 6,8% em novembro.

PIB da China registra crescimento de 5,2% em 2023. De acordo com informações divulgadas pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) da China, o Produto Interno Bruto (PIB) do país registrou um crescimento anual de 5,2% em 2023. Embora essa métrica tenha ficado acima da meta anual esperada, que era de 5%, ela ficou ligeiramente abaixo dos 5,3% previstos pelo consenso de analistas da LSEG. Na comparação do quarto trimestre com o trimestre anterior, o crescimento foi de 1%, o que ficou dentro das expectativas. Em termos monetários, o PIB da China atingiu um recorde de 126,06 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 17,71 trilhões) no ano passado.

População chinesa tem queda pelo segundo ano consecutivo. Pelo segundo ano consecutivo, a população da China apresentou um recuo, conforme constatações apontadas pelo NBS. A população total diminuiu em 2,08 milhões no ano passado, chegando a 1,409 bilhão de pessoas. Em relação ao número de nascimentos, houve uma queda de 5,6% no ano passado, totalizando 9,02 milhões. Esse foi o sétimo ano consecutivo de declínio na taxa de natalidade. Demógrafos chineses apontam que a redução populacional foi impulsionada tanto pelo envelhecimento da população quanto pelos surtos generalizados de COVID-19 que começaram em dezembro de 2022 e continuaram até fevereiro do ano passado. Esses fatores contribuíram para a diminuição do número de nascimentos e, consequentemente, para o declínio da população.

Arábia Saudita pode aderir ao Brics. Após o encerramento do prazo para adesão no início deste mês, a Arábia Saudita ainda está ponderando sobre o convite para se tornar membro do BRICS, conforme relatado por fontes à Reuters. “A Arábia Saudita está avaliando os benefícios e tomará uma decisão; há um processo em andamento“, afirmou uma das fontes. Os Emirados Árabes Unidos, que, assim como a Arábia Saudita, faz parte do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), aceitaram o convite e ingressaram no BRICS, conforme anunciado pelo Ministério das Relações Exteriores do país.

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