Overview – 27.06.25

PRINCIPAIS DESTAQUES
Banco Central divulga Ata do Copom;
Desemprego recua para 6,2% no trimestre encerrado em maio, diz IBGE;
IPCA-15 sobe 0,26% em junho;
PIB dos Estados Unidos cai 0,5% no 1º Trimestre de 2025;
PMI composto da zona do euro se mantém em 50,2 em junho;
Lucro Industrial na China cai 9,1% em maio.

UM OLHO NO BRASIL
Banco Central divulga Ata do Copom. O Banco Central do Brasil divulgou, nesta terça-feira (24), a Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ocorrida nos dias 17 e 18 de junho. No encontro, o colegiado decidiu, em unanimidade, pela elevação da taxa Selic em 0,25 p.p., para 15,00% a.a., levando a taxa básica de juros ao maior patamar desde 2006. Acerca da conjuntura externa, o Comitê avaliou que o cenário global se mantém adverso e particularmente incerto, apesar de terem ocorrido alguns desenvolvimentos que resultariam em uma melhora no cenário internacional, como a reversão parcial das tarifas. Em relação ao cenário interno, o Copom argumentou que o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem demonstrado dinamismo, mas que se observa certa moderação no crescimento, ainda que de forma gradual. No que se refere à inflação, as projeções do Comitê situam-se em 4,9% para o fechamento de 2025 e 3,6% para o terceiro trimestre de 2026. O colegiado afirmou que antecipa uma interrupção no ciclo de elevação de juros para avaliar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda a serem observados. Por fim, reforçou que seguirá atento e poderá retomar os ajustes, se necessário.

Desemprego recua para 6,2% no trimestre encerrado em maio, diz IBGE. Conforme dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27), a taxa de desemprego no Brasil foi de 6,2% no trimestre encerrado em maio. O resultado representa uma redução de 0,6 p.p. em relação ao trimestre encerrado em fevereiro (6,8%) e queda de 1,0 p.p. em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando a taxa era de 7,1%. O dado veio abaixo do esperado pelos analistas, que estimavam taxa de desemprego em 6,4% no período. Ao todo, 6,8 milhões de pessoas estavam sem emprego no país. Esse número representa uma queda de 8,6% em comparação ao trimestre anterior, quando 7,5 milhões de pessoas estavam desempregadas. Em relação aos mesmos três meses de 2024 (7,8 milhões), a queda foi de 12,3%. Segundo o IBGE, o contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu um novo recorde, com um total de 39,8 milhões de pessoas. O número representa uma alta de 0,5% em comparação ao trimestre anterior e um avanço de 3,7% ante igual trimestre do ano passado.

IPCA-15 sobe 0,26% em junho. Segundo dados publicados pelo IBGE nesta quinta-feira (26), o IPCA-15 subiu 0,26% em junho, desacelerando após alta de 0,36% em maio. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 5,27%, abaixo dos 5,40% observados nos 12 meses até abril. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em junho. A maior variação e o maior impacto vieram de Habitação (1,08% e 0,16 p.p.), seguido de Vestuário (0,51% e 0,02 p.p.). Em contrapartida, os grupos Educação e Alimentação e bebidas registraram taxa de -0,02%. As demais variações ficaram entre 0,02% de Comunicação e 0,29% de Saúde e cuidados pessoais.

Congresso derruba decreto do governo que aumentava as alíquotas do IOF. O Congresso derrubou o decreto do governo que aumentava as alíquotas do IOF, e a decisão foi oficializada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (27). As mudanças anunciadas pelo governo no fim de maio foram, portanto, revogadas. É importante lembrar, no entanto, que algumas das alíquotas já tinham sido mudadas após o governo apresentar um pacote de alternativas ao aumento do imposto em algumas operações. A medida teve forte apoio no Legislativo e foi considerada uma derrota para o governo, segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A iniciativa do governo de elevar o IOF gerou forte reação política e, mesmo após ajustes nas alíquotas, o Congresso manteve a oposição à medida. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou que pode levar o caso ao Judiciário e avalia novas medidas de arrecadação para manter o equilíbrio fiscal.

OUTRO NO MUNDO
PIB dos Estados Unidos cai 0,5% no 1º Trimestre de 2025. O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos recuou a uma taxa anual de 0,5% no primeiro trimestre de 2025, informou o Departamento do Comércio nesta quinta-feira (26) em sua terceira e última leitura. O número veio abaixo da projeção dos analistas, de -0,2%, e representa uma piora em relação às duas primeiras divulgações do PIB, que indicavam queda de 0,3% e 0,2%. O dado também representa um recuo da atividade econômica frente ao quarto trimestre de 2024, quando a alta foi de 2,4%. A queda do PIB no primeiro trimestre foi atribuída a um aumento nas importações, uma desaceleração nos gastos do consumidor e uma queda nos gastos do governo, que foram parcialmente compensados ​​por um aumento no investimento.

Inflação medida pelo PCE sobe 0,1% em maio e vai a 2,3% em 12 meses. Conforme dados divulgados pelo Bureau of Economic Analysis (BEA) nesta sexta-feira (27), o índice de preços PCE dos Estados Unidos subiu 0,1% em maio, repetindo a variação do mês anterior. Em 12 meses, o PCE subiu 2,3%, avançando marginalmente após registrar 2,2% em abril (dado revisado) e permanecendo acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed). O resultado do índice cheio veio conforme as expectativas do mercado. O núcleo, por sua vez, registrou avanços de 0,2% no mês e de 2,7% em 12 meses, levemente acima das projeções de avanço mensal de 0,1% e anual de 2,6%.

Fitch eleva previsão de PIB dos EUA e da China. A Fitch Ratings revisou para cima suas projeções para a economia global, com destaque para as principais economias. A previsão de crescimento dos Estados Unidos em 2025 subiu de 1,2% para 1,5%, e a Taxa Tarifária Efetiva (ETR) do país foi atualizada para 14,2%, com expectativa de aumento gradual até cerca de 18%, ainda abaixo da estimativa anterior de 27%. Para a China, a estimativa de expansão econômica neste ano foi elevada de 3,9% para 4,2%. A zona do euro também teve sua projeção de crescimento revisada de 0,6% para 0,8%. Além disso, após as recentes tensões no Oriente Médio, a Fitch elevou sua previsão para o preço médio do petróleo em 2025, passando de US$ 65 para US$ 70 por barril.

PMI composto da zona do euro se mantém em 50,2 em junho. Segundo dados preliminares publicados nesta segunda-feira (23) pela S&P Global em parceria com o Hamburg Commercial Bank, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro ficou estável em junho ante maio, em 50,2. O resultado ficou abaixo do esperado pelos analistas, que estimavam avanço a 50,5 no mês. O PMI de serviços subiu de 49,7 em maio para 50 em junho, vindo em linha com a previsão. O PMI industrial, por sua vez, foi de 49,4 em junho, repetindo a leitura do mês anterior e ficando abaixo da projeção de aumento a 49,7.

Presidente do BCE afirma estarem bem-posicionados para lidar com as incertezas. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou nesta segunda-feira (23) que a autoridade monetária está bem posicionada para enfrentar as incertezas econômicas. Lagarde indicou que a inflação está próxima da meta de 2%, podendo ficar temporariamente abaixo desse patamar em 2026, influenciada pela queda das commodities e pela valorização do euro. “O apoio ao euro atingiu o nível mais alto da história. Agora é a hora de tornar a economia da área do euro mais produtiva, competitiva e resiliente”, enfatizou Lagarde. Em relação à atividade econômica, Lagarde apontou fortalecimento da indústria no primeiro trimestre e crescimento moderado nos serviços, com o mercado de trabalho permanecendo sólido. No curto prazo, as perspectivas são ligeiramente mais fracas, mas fatores como emprego forte e boas condições financeiras sustentam o crescimento no médio prazo. Ela alertou, porém, que existem riscos, especialmente diante de possíveis tensões comerciais e geopolíticas, que podem afetar o crescimento. Por outro lado, uma resolução rápida desses conflitos ou aumento em gastos estratégicos poderiam impulsionar a economia além do esperado.

UE discute nova proposta comercial dos EUA enquanto prazo se aproxima do fim. Os líderes da União Europeia se reuniram em Bruxelas, nesta quinta-feira (26), para discutir uma nova proposta dos Estados Unidos sobre um possível acordo comercial, diante da ameaça de tarifas mais altas por parte do presidente Donald Trump. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que todas as opções ainda estão em aberto e que o bloco está preparado tanto para um acordo quanto para a possibilidade de fracasso nas negociações. O prazo para evitar tarifas adicionais termina em 9 de julho, o que pressiona os países europeus a tomarem uma decisão rápida. No entanto, há divergências internas entre os líderes, com o chanceler alemão Friedrich Merz defendendo um acordo rápido e simples, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron exige um acordo equilibrado, mesmo que isso signifique maior demora. Ambos apoiam um acordo, mas com visões distintas quanto aos termos aceitáveis. Enquanto a proposta americana mais recente ainda está sendo analisada, o bloco europeu já enfrenta tarifas altas dos EUA sobre aço, alumínio e automóveis, com ameaças de aumentos adicionais. Em resposta, a UE prepara possíveis tarifas contra produtos norte-americanos e considera medidas como um imposto sobre publicidade digital, afetando grandes empresas dos EUA.

Lucro Industrial na China cai 9,1% em maio. O NBS, escritório de estatísticas do país, publicou nesta sexta-feira (27) que o lucro industrial na China recuou 9,1% em maio, na comparação anual. O resultado representa um recuo acentuado em relação a abril, quando o lucro das principais empresas industriais chinesas registrou alta anual de 3%. No acumulado do ano até maio, o lucro do setor industrial chinês caiu 1,1% ante o mesmo período de 2024, após acumular alta de 1,4% até abril, na mesma comparação.

Acordo com Pequim vai acelerar exportação de terras raras da China, diz EUA. Um funcionário da Casa Branca afirmou nesta quinta-feira (26) que os Estados Unidos chegaram a um acordo de terras raras com a China. O entendimento faz parte dos esforços para aliviar a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. A China se comprometeu a acelerar os embarques desses minerais essenciais para os EUA, que, em troca, retirariam algumas contramedidas comerciais. O acordo surge após negociações realizadas em maio, em Genebra, onde a China concordou em remover certas medidas não tarifárias impostas aos EUA. Essas restrições haviam afetado cadeias de suprimento globais, impactando setores como o automotivo, aeroespacial, de semicondutores e defesa. Apesar do avanço, o acordo reflete apenas um passo preliminar em direção a um tratado comercial mais abrangente. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, confirmou que, com a retomada dos embarques de terras raras, os EUA suspenderiam algumas de suas restrições.

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