Overview – 28.02.25

PRINCIPAIS DESTAQUES

Taxa de desemprego vai a 6,5% no trimestre encerrado em janeiro;
IPCA-15 sobe 1,23% em fevereiro;
Contas externas do Brasil registram déficit de US$ 8,7 bilhões em janeiro;
Inflação dos EUA sobe 0,3% em janeiro e vai a 2,5% em 12 meses;
Inflação anualizada da zona do euro sobe 2,5% em janeiro;
China pede aos EUA que parem de usar questões econômicas e comerciais como armas.

UM OLHO NO BRASIL

Taxa de desemprego vai a 6,5% no trimestre encerrado em janeiro. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27), a taxa de desemprego avançou a 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, abaixo das estimativas dos analistas, que esperavam alta a 6,6%. No período, a taxa de informalidade foi de 38,3%, o equivalente a 39,5 milhões de trabalhadores informais. O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.343 no trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025, o equivalente a uma alta de 1,4% em relação ao trimestre encerrado em outubro e de 3,7% quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior.

IGP-M acelera para 1,06% em fevereiro. A Fundação Getúlio Vargas informou que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou para 1,06% em fevereiro após variar 0,27% em janeiro. Essa aceleração foi impulsionada pela alta nos preços das commodities, dos combustíveis e da energia. Com o resultado, o índice acumula alta de 1,33% no ano e de 8,44% nos últimos 12 meses. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou alta de 1,17%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,91%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,51%, mostrando desaceleração em relação ao mês anterior, quando variou 0,71%.

IPCA-15 sobe 1,23% em fevereiro. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (25), pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 1,23% em fevereiro, após variar 0,11% em janeiro, representando a maior alta para o mês desde 2016. Com isso, o IPCA-15 acumula alta de 1,34% no ano e de 4,96% em 12 meses. Os dados de janeiro vieram abaixo do esperado pelos analistas, que projetavam 1,34% na leitura mensal e 5,09% em 12 meses. Dos nove grupos pesquisados, sete registraram alta. Habitação (4,34%) teve o maior impacto (0,63 p.p.) no índice do mês, enquanto Educação apresentou a maior variação (4,78%) e impactou em 0,29 p.p.. As demais variações ficaram entre -0,08% de Vestuário e 0,61% de Alimentação e Bebidas.

Contas externas do Brasil registram déficit de US$ 8,7 bilhões em janeiro. De acordo com comunicado feito pelo Banco Central (BC), nesta quinta-feira (27), as transações correntes do setor externo do Brasil fecharam o mês de janeiro com déficit de US$ 8,7 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2024, o total representa um crescimento do déficit de US$ 4,3 bilhões. Este foi o maior saldo negativo registrado para o mês de janeiro desde 2020. Nos últimos doze meses, o resultado foi de US$ -65,4 bilhões (3,02% do PIB), registrando forte piora em relação aos US$ -24,5 bilhões (1,11% do PIB) do mesmo período de 2024.

Confiança do consumidor cai para 83,6 em fevereiro. Conforme dados publicados pela FGV IBRE nesta segunda-feira (24), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 2,6 pontos em fevereiro, para 83,6, atingindo o menor nível desde agosto de 2022 (82,1). No mês, a queda do ICC foi influenciada pelo terceiro mês seguido de recuo do Índice de Expectativas (IE), que caiu 4,3 pontos em fevereiro, para 87,3. Já o Índice de Situação Atual (ISA) permaneceu estável em 79,4 pontos. “Ao recuar pela terceira vez seguida, a confiança do consumidor acumula mais de 10 pontos de queda sendo, em fevereiro, impulsionada apenas pela deterioração das expectativas futuras. O resultado confirma um maior pessimismo entre os consumidores nesse início de ano, disseminado entre as faixas de renda e mais forte para aqueles de menor poder aquisitivo. O mal-estar é resultado da piora da inflação de alimentos, que reduz o poder de compra das famílias em bens essenciais e, da elevação da taxa de juros, que agrava a situação financeira das famílias”, apontou a economista da FGV, Anna Carolina Gouveia.

OUTRO NO MUNDO

PIB dos Estados Unidos cresce 2,3% no 4º trimestre de 2024. De acordo a segunda leitura preliminar publicada pelo Departamento de Comércio do país nesta quinta-feira (27), o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 2,3% no quarto trimestre de 2024, desacelerando frente ao trimestre imediatamente anterior, quando a alta foi de 3,1%. O resultado refletiu principalmente aumentos nos gastos do consumidor e gastos do governo, que foram parcialmente compensados por uma redução no investimento. As importações, que são uma subtração no cálculo do PIB, diminuíram. Em 2024, o PIB do país subiu 2,8%, frente ao aumento de 2,9% em 2023. A alta no ano refletiu aumentos nos gastos do consumidor, investimentos, gastos do governo e exportações. As importações aumentaram. Os resultados vieram similares ao reportado na primeira leitura da atividade econômica norte-americana.

Inflação dos EUA sobe 0,3% em janeiro e vai a 2,5% em 12 meses. Segundo dados publicados pelo Bureau of Economic Analysis (BEA) nesta sexta-feira (28), o Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,3% em janeiro, repetindo a variação de dezembro. Em um ano, o PCE avançou 2,5% em janeiro, ligeiramente abaixo da taxa registrada no mês anterior, de 2,6%. No que se refere ao núcleo do PCE, que exclui os componentes voláteis de alimentos e energia, houve alta de 0,3% em janeiro e de 2,6% em 12 meses.

Trump ordena restrições a investimentos da China nos Estados Unidos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou na sexta-feira (21) que os órgãos federais sejam mais rigorosos na aprovação de investimentos da China em setores estratégicos. A medida visa evitar que as empresas chinesas assumam uma posição relevante no mercado americano em áreas como tecnologia, infraestrutura, saúde e energia. O memorando assinado por Trump na sexta-feira, batizado de “America First Investment Policy”, afirma que “certos adversários estrangeiros, incluindo a República Popular da China, sistematicamente dirige e facilita investimentos em ativos e companhias dos Estados Unidos para obter um atalho a tecnologias, propriedade intelectual e influência em indústrias estratégicas.” Por isso, o memorando de Trump determina que os “Estados Unidos usarão todos os instrumentos legais necessários, incluindo o Comitê de Investimentos Estrangeiros (CFIUS), para restringir pessoas ligadas à China de investir em tecnologia, infraestrutura crítica, saúde, agricultura, energia, matérias-primas e outros setores estratégicos dos Estados Unidos.” 

Inflação anualizada da zona do euro sobe 2,5% em janeiro. A Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, publicou nesta segunda-feira (24) que a inflação ao consumidor da zona do euro registrou alta anualizada de 2,5% em janeiro, acelerando após 2,4% em dezembro. Na comparação mensal, o índice de preços ao consumidor caiu 0,3% no mês. O núcleo do indicador avançou 2,7% em janeiro ante igual mês do ano passado, repetindo a variação de dezembro. No comparativo mensal, o núcleo do IPC recuou 0,9%. Os dados de janeiro, tanto o índice cheio quanto o núcleo, vieram em linha com as estimativas e confirmaram a leitura preliminar.

Ata do BCE indica preocupações persistentes com a inflação. O Banco Central Europeu (BCE) publicou nesta quinta-feira (27) a ata de sua reunião de 29 e 30 de janeiro. Segundo o documento, a inflação da zona do euro está voltando para a meta, mas ainda há algumas preocupações, o que justifica cautela na sinalização de um maior afrouxamento monetário. Em janeiro, o BCE cortou os juros pela quinta vez desde junho e deu a entender que haverá novos cortes, argumentando que a inflação está agora bem encaminhada para sua meta de 2% e que não havia mais necessidade de restringir o crescimento econômico. “Desde que o processo de desinflação permaneça em andamento, as taxas de juros podem ser levadas ainda mais para um nível neutro, a fim de evitar que a economia seja desnecessariamente freada”, disse o BCE. O mercado agora espera que a autoridade monetária reduza a taxa de depósito em mais 0,25 ponto percentual na próxima quinta-feira e antecipam mais dois cortes ainda neste ano, levando a taxa de referência para 2% até o final de 2025.

China pede aos EUA que parem de usar questões econômicas e comerciais como armas. O Ministério do Comércio da China fez um comunicado no último sábado (22) pedindo aos Estados Unidos para pararem de politizar e usar como arma questões econômicas e comerciais. A fala do ministério veio logo após a divulgação da ‘America First investment Policy’, que incluiu a China entre os “adversários” que supostamente direcionam e facilitam investimentos em empresas e ativos dos EUA para obter tecnologias de ponta, propriedade intelectual e influência em setores estratégicos. A revisão do governo americano sobre os laços comerciais com a China sob alegações de segurança prejudicará seriamente a confiança das empresas chinesas que investem nos EUA, disse o comunicado. Segundo o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, a China monitorará de perto as ações dos EUA e tomará as medidas necessárias para proteger seus direitos e interesses legítimos.

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