Overview – 28.03.25

PRINCIPAIS DESTAQUES
Taxa de desemprego sobe para 6,8% no trimestre terminado em fevereiro;
IPCA-15 sobe 0,64% em março;
Investimento estrangeiro cresce e atinge US$ 9,3 bilhões em fevereiro;
PIB dos Estados Unidos cresce 2,4% no 4º trimestre de 2024;
PMI composto da zona do euro sobe a 50,4 em março;
Lucro industrial da China recua 0,3% na base anual no 1º bimestre.

UM OLHO NO BRASIL

Taxa de desemprego sobe para 6,8% no trimestre terminado em fevereiro. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28), a taxa de desemprego avançou a 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, conforme as estimativas dos analistas. Apesar da alta do desemprego neste trimestre, o rendimento dos trabalhadores chegou ao recorde da série (R$ 3.378), assim como o número de trabalhadores com carteira assinada, que alcançou o total de 39,6 milhões de pessoas, novo recorde da série histórica iniciada em 2012, crescendo 1,1% no trimestre e 4,1% no ano.

IPCA-15 sobe 0,64% em março. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27), pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,64% em março, após variar 1,23% em fevereiro. Com isso, o IPCA-15 acumula alta de 1,99% no ano e de 5,26% em 12 meses. Os dados de março vieram abaixo do esperado pelos analistas, que projetavam 0,70% na leitura mensal e 5,30% em 12 meses. Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados registraram variação positiva em março, com destaque para Alimentação e bebidas, com a maior variação e o maior impacto (1,09% e 0,24 p.p.), seguido por Transportes (0,92% e 0,19 p.p.). Juntos, os dois grupos respondem por cerca de 2/3 do índice. As demais variações ficaram entre 0,03% de Artigos de residência e 0,81% de Despesas pessoais.

Banco Central publica a Ata do Copom. O Banco Central do Brasil divulgou, nesta terça-feira (25), a Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ocorrida nos dias 18 e 19 de março. Na ocasião, o colegiado decidiu, em unanimidade, pela elevação da taxa Selic em 1,00 p.p., para 14,25% a.a.., conforme havia antecipado na reunião ocorrida em janeiro. No que se refere à inflação de curto prazo, o Copom avaliou que o cenário segue adverso. As expectativas de inflação elevaram-se novamente em todos os prazos, indicando desancoragem adicional, tornando assim o cenário de inflação mais desafiador. Para o Comitê, as projeções de inflação situam-se em 5,1% para o fechamento de 2025 e 3,9% para o terceiro trimestre de 2026. O colegiado afirmou ainda que antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de menor magnitude na próxima reunião.

IGP-M cai 0,34% em março. Conforme dados publicados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (28), o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,34% em março, após avançar 1,06% no mês anterior. Com esse resultado, o IGP-M acumula alta de 0,99% no ano e de 8,58% nos últimos 12 meses. O recuo mensal veio mais intenso do que o projetado pelos analistas, que estimavam uma variação de -0,16%. No mês de março, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou -0,73%, registrando um recuo significativo em relação à alta de 1,17% observada em fevereiro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,80%, perdendo força após avançar 0,91% em fevereiro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, registrou alta de 0,38%, após 0,51% no mês anterior.

Investimento estrangeiro cresce e atinge US$ 9,3 bilhões em fevereiro. Segundo o boletim Estatísticas do Setor Externo, divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (26), os investimentos diretos no Brasil registraram ingresso líquido de US$ 9,3 bilhões em fevereiro, ante os US$ 5,3 bilhões registrados no mesmo mês de 2024. O resultado do mês em 2025 foi um dos mais altos da série histórica, iniciada pelo BC em 1995.  De acordo com o boletim, o avanço foi impulsionado tanto pela participação no capital de empresas (US$ 5,6 bilhões) quanto pelas operações intercompanhia (US$ 3,7 bilhões). No acumulado de 12 meses, o investimento direto chegou a US$ 72,5 bilhões, equivalente a 3,38% do PIB. Os investimentos em carteira somaram entrada de US$ 3,1 bilhões, revertendo as saídas líquidas de US$ 4,8 bilhões em janeiro. O mercado acionário e os fundos de investimento domésticos captaram US$ 1 bilhão, enquanto os títulos de dívida no mercado interno receberam US$ 48 milhões. No mercado externo, a emissão de títulos soberanos contribuiu com US$ 2,5 bilhões.

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 1,11 bilhão na terceira semana de março. A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic) informou nesta segunda-feira (24) que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,11 bilhão na terceira semana de março. O valor é resultado de US$ 6,426 bilhões em exportações e US$ 5,313 bilhões em importações no período. Em março, a balança acumula superávit de US$ 5,88 bilhões e, no ano, tem saldo positivo de US$ 7,81 bilhões.

OUTRO NO MUNDO

PMI composto dos EUA sobe a 53,5 em março. Segundo pesquisa preliminar da S&P Global, divulgada nesta segunda-feira (24), o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos Estados Unidos subiu de 51,6 em fevereiro para 53,5 em março, atingindo o maior nível do indicador em três meses. O resultado reflete o avanço inesperado do setor de serviços, de 51 em fevereiro para 54,3 em março, também no maior nível em três meses e acima das projeções dos analistas, que esperavam queda a 50,1. Já o PMI industrial teve recuo de 52,7 para 49,8 no período, menor nível do índice em três meses. Neste caso, a previsão era de queda menor, a 52,2. Em nota, a S&P Global observa que as expectativas das empresas americanas para o ano caíram ao seu segundo menor nível desde outubro de 2022, refletindo preocupações crescentes sobre o cenário econômico e demanda dos consumidores.

PIB dos Estados Unidos cresce 2,4% no 4º trimestre de 2024. De acordo com a terceira e última leitura divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Departamento do Comércio do país, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 2,4% no quarto trimestre de 2024, em base anualizada. O resultado veio acima dos 2,3% registrados na segunda leitura preliminar. O avanço refletiu, principalmente, aumentos nos gastos do consumidor e gastos do governo, que foram parcialmente compensados por uma redução no investimento. Já a revisão para cima ante a leitura anterior refletiu uma revisão para baixo nas importações. Contudo, o PIB do quarto trimestre desacelerou em relação ao terceiro trimestre, quando a economia cresceu 3,1%. A desaceleração reflete quedas no investimento e nas exportações, que foram em parte compensadas por uma aceleração nos gastos do consumidor.

Inflação dos Estados Unidos sobe 2,5% em 12 meses. Conforme divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA) nesta sexta-feira (28), o índice de preços (PCE) dos Estados Unidos subiu 0,3% em fevereiro, repetindo a variação registrada no mês anterior. Com isso, o PCE avançou 2,5% em 12 meses, apresentando a mesma variação de janeiro, permanecendo acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed). No que se refere ao núcleo do indicador, que exclui os componentes voláteis de alimentos e energia, houve aceleração de 0,3% para 0,4% na leitura mensal e de 2,6% para 2,8% na base anual, na passagem de janeiro para fevereiro.

PMI composto da zona do euro sobe a 50,4 em março. Segundo dados preliminares publicados nesta segunda-feira (24) pela S&P Global em parceria com o Hamburg Commercial Bank, o PMI composto da zona do euro subiu de 50,2 em fevereiro para 50,4 em março, atingindo o maior nível em sete meses. Contudo, o resultado ficou abaixo da expectativa dos analistas, que previam alta a 51. No setor industrial, o PMI do bloco avançou de 47,6 para 48,7 no mesmo período, alcançando o maior patamar em 26 meses e superando a previsão de avanço a 48,2. Já no setor de serviços, o PMI caiu de 50,6 em fevereiro para 50,4 em março, atingindo o menor nível em quatro meses. Neste caso, a estimativa era de aumento a 51.

Expectativas de inflação para 1 e 3 anos se mantêm em fevereiro. Segundo pesquisa divulgada pelo Banco Central Europeu (BCE) nesta sexta-feira (28), as expectativas de inflação dos consumidores da zona do euro permaneceram inalteradas em fevereiro, nos horizontes de 12 meses e três anos. Em média, os consumidores europeus projetam inflação de 2,6% nos próximos 12 meses e de 2,4% nos próximos três anos. Já as expectativas para o crescimento econômico da zona do euro ficaram mais negativas. Em fevereiro, os consumidores projetaram contração de 1,2% do PIB nos próximos 12 meses, mais intensa do que a contração de 1,1% prevista em janeiro, enquanto as expectativas para a taxa de desemprego subiram para 10,5% no mesmo período.

Lucro industrial da China recua 0,3% na base anual no 1º bimestre. Segundo dados divulgados pelo NBS, o escritório de estatísticas do país, o lucro industrial na China recuou 0,3% nos meses de janeiro e fevereiro, na comparação com igual período do ano anterior. Em dezembro, o indicador havia crescido 11%, na mesma comparação.

Vice-premiê da China promete mais apoio estatal à economia. Em discurso em uma cúpula empresarial e política na província insular de Hainan, o vice-pr emiê da China, Ding Xuexiang, prometeu nesta quinta-feira (27) um apoio estatal mais forte para a economia do país. Segundo ele, a economia começou bem em 2025 e está no caminho para atingir a meta de crescimento deste ano, impulsionada pelos avanços em inteligência artificial e outras tecnologias. As autoridades chinesas têm colocado a expansão da demanda interna no topo da agenda para este ano, enquanto tentam amortecer o impacto das ações tarifárias dos Estados Unidos, mas têm tido dificuldades para amenizar as preocupações dos investidores estrangeiros sobre a durabilidade da recuperação pós-pandemia em andamento. “Políticas macroeconômicas mais proativas e eficazes serão implementadas para expandir de forma abrangente a demanda doméstica e estabilizar o comércio e os investimentos estrangeiros”, disse Ding no Fórum anual de Boao. “Expandiremos constantemente a abertura institucional, facilitaremos ainda mais o acesso ao mercado para investimentos estrangeiros… e daremos as boas-vindas às empresas de todos os países para que invistam e se desenvolvam na China”, acrescentou Ding.

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