OVERVIEW – 30.04.2026

INTERNACIONAL

 Fed mantém juros diante de guerra e dependência de dados – Conforme decisão divulgada nesta quarta-feira (29), o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros no intervalo de 3,50% a 3,75%, em linha com as expectativas do mercado. A manutenção reflete a avaliação de que, apesar da continuidade da atividade econômica, a inflação ainda permanece acima da meta estabelecida. No comunicado, a autoridade monetária indicou que a condução da política seguirá condicionada à evolução dos indicadores econômicos, sem sinalização prévia sobre o momento de eventuais ajustes. O cenário externo, marcado por tensões geopolíticas e possíveis impactos sobre preços de energia, também foi citado como fator de atenção. A decisão contou com divergências entre os membros do comitê, indicando avaliações distintas sobre o ritmo adequado da política monetária.

PIB dos EUA cresce 2% no 1º trimestre, abaixo do esperado – De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (30), a economia dos Estados Unidos registrou crescimento anualizado de 2,0% no primeiro trimestre de 2026, resultado inferior às expectativas do mercado. O desempenho indica moderação no ritmo de expansão em relação aos períodos anteriores. Na abertura dos dados, o avanço foi sustentado principalmente pelo consumo das famílias, com contribuição complementar dos gastos do governo, enquanto os demais componentes apresentaram participação mais limitada. O resultado abaixo do esperado reforça a leitura de desaceleração gradual da atividade econômica, em um contexto de política monetária ainda restritiva e incertezas no ambiente externo.

PMI industrial da China recua em abril, mas segue em expansão – Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30), o PMI industrial oficial da China caiu de 50,4 em março para 50,3 pontos em abril. Apesar da leve queda, o indicador permaneceu acima da marca de 50 pontos, que separa expansão de contração da atividade. O resultado sugere manutenção de um ritmo moderado de crescimento no setor industrial, ainda que com sinais de perda de fôlego. Entre os fatores que influenciaram o desempenho estão a demanda externa mais fraca e um ambiente global mais incerto, o que tem limitado uma recuperação mais consistente da atividade manufatureira no país.

Inflação preliminar da zona do euro acelera em abril e aumenta pressão sobre o BCE – Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30), a inflação da zona do euro apresentou aceleração em abril, ficando acima do registrado no mês anterior e reforçando a persistência das pressões inflacionárias na região. A alta foi influenciada principalmente pelo comportamento de preços no setor de serviços, que segue mais resistente, além de itens ligados à energia. O resultado tende a elevar a cautela do Banco Central Europeu na condução da política monetária, uma vez que a inflação permanece distante da meta. Nesse contexto, a leitura predominante é de manutenção de uma postura mais restritiva, sem sinalização clara de cortes de juros no curto prazo, diante da necessidade de maior convergência dos indicadores.

Trump rejeita proposta do Irã para encerrar conflito e mantém tensões elevadas – Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou uma proposta apresentada pelo Irã para o encerramento do conflito no Oriente Médio. A decisão mantém o cenário de tensões geopolíticas na região, que segue sendo monitorado pelos mercados em função dos possíveis impactos sobre preços de energia e cadeias globais. O ambiente externo permanece marcado por incertezas, com potenciais reflexos sobre inflação e atividade econômica.

NACIONAL

Copom reduz Selic para 14,50% ao ano e mantém postura cautelosa – Conforme decisão divulgada nesta quarta-feira (29), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50% ao ano, em linha com as expectativas do mercado. No comunicado, o comitê indicou que, apesar do início do ciclo de flexibilização monetária, o cenário ainda exige cautela, diante da inflação pressionada e das expectativas desancoradas. Além disso, destacou que os próximos passos seguirão condicionados à evolução dos dados, especialmente em um ambiente de incertezas no cenário externo.

IPCA-15 sobe 0,89% em abril e acumula 4,37% em 12 meses – Conforme dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IPCA-15 registrou alta de 0,89% em abril de 2026, acelerando em relação a março (0,44%). No acumulado em 12 meses, o índice avançou 4,37%, abaixo das expectativas de mercado. Na abertura, o resultado foi puxado principalmente por Alimentação e bebidas e Transportes, com destaque para a alta de alimentos no domicílio e dos combustíveis, especialmente a gasolina. Todos os grupos apresentaram variação positiva no período, indicando disseminação das pressões inflacionárias. O avanço também refletiu reajustes em serviços, como alimentação fora do domicílio, planos de saúde e despesas pessoais.

IGP-M avança 0,73% em abril e acumula alta de 2,73% em 12 meses– Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (29) pela Fundação Getúlio Vargas, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, registrou alta de 0,73% em abril, após variação mais moderada no mês anterior. No acumulado em 12 meses, o índice avançou 2,73%, refletindo principalmente a pressão nos preços no atacado, com destaque para matérias-primas e bens intermediários. O resultado sinaliza retomada gradual das pressões inflacionárias nos índices de preços ao produtor, com possíveis efeitos sobre a dinâmica de custos e expectativas de inflação.

Brasil cria 228 mil empregos formais em março – Segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quarta-feira (29), o Brasil registrou saldo positivo de 228.208 vagas formais em março, resultado de 2,53 milhões de admissões e 2,30 milhões de desligamentos. Com isso, o país acumulou 613.373 empregos com carteira assinada no primeiro trimestre de 2026. O desempenho foi puxado principalmente pelo setor de serviços, enquanto a agropecuária apresentou saldo negativo no mês. O resultado reforça a leitura de um mercado de trabalho ainda aquecido, embora sujeito a diferenças entre setores.

Dívida bruta do governo sobe para 80,1% do PIB em março – Conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (30), a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 80,1% do PIB em março de 2026, registrando alta de 1,3 p.p. em relação ao mês anterior. No mesmo período, a dívida líquida também apresentou avanço. O movimento reflete, entre outros fatores, o resultado primário e o custo de carregamento dos juros, em um ambiente ainda marcado por taxas elevadas. A elevação do indicador reforça a atenção do mercado à trajetória fiscal e à dinâmica da dívida ao longo do tempo.

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