Index – 16.09.26

IBC-Br recua 0,2% em julho e reforça sinais de desaceleração da economia

Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (16), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,2% em julho frente a junho, na série com ajuste sazonal. O resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava queda de 0,10%, reforçando os sinais de perda de dinamismo da atividade econômica brasileira.

A retração representou o segundo resultado negativo consecutivo, após a queda de junho, revisada de 0,6% para 0,8%. Com isso, o indicador atingiu 109,9 pontos, afastando-se do recorde de 111,1 pontos registrado em maio e alcançando o menor patamar desde dezembro de 2025. Na comparação com julho do ano anterior, entretanto, o índice apresentou crescimento de 1,1%.

Na abertura por setores, a agropecuária apresentou retração de 1,15% e a indústria recuou 0,40%, enquanto os serviços permaneceram praticamente estáveis, com leve queda de 0,01%. O desempenho evidencia uma perda de força mais concentrada na agropecuária e na indústria, enquanto o setor de serviços apresentou relativa estabilidade no início do terceiro trimestre.

Apesar da retração mensal, o IBC-Br acumulou crescimento de 1,5% nos últimos 12 meses. O resultado de julho ocorre após a expansão de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, que já havia indicado desaceleração em relação aos três primeiros meses do ano. Dessa forma, os dados mais recentes sugerem a continuidade de um ritmo de crescimento mais moderado no segundo semestre.

O resultado reforça a percepção de moderação da atividade econômica, em um contexto de política monetária ainda restritiva. Os juros elevados e as condições de crédito mais apertadas seguem limitando o consumo e os investimentos, especialmente nos segmentos mais sensíveis ao custo do financiamento. Dados recentes do comércio varejista, que recuou 0,8% em julho, e do setor de serviços, que permaneceu estável no mesmo período, também apontam para um menor dinamismo da economia.

No que se refere às expectativas, o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (14) reduziu a projeção de crescimento do PIB de 1,93% para 1,89% em 2026. A estimativa para o IPCA também recuou, de 5,00% para 4,90%, reforçando a perspectiva de crescimento moderado em um ambiente de condições financeiras ainda restritivas.

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